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Curitiba: A Nova Chicago


Por Sidnei Luiz Speckart | Tungado do Blog Ogro Da Floresta

O maior sucesso do cinema brasileiro tem seu roteiro escrito neste momento. Aliás, como o povo que se reunia na acrópole, nós que moramos aqui somos co-participantes da trama. Como um séquito de figurantes aguardamos o desfecho final e a chegada do mocinho e da mocinha no set. A poucos metros de nossas casas, mas a nano-segundos das nossas cabeças nosso Elliot Ness, o mocinho, reúne, pela primeira vez: respeito, dedicação, trabalho árduo, reputação, autoridade, estratégia, perspicácia e um ritmo que vem encantando a mais exigente platéia. A cada dia, a cada prova, a cada larápio detido, obtém mais adeptos à causa. A trama do roteiro se desenvolve a tal ponto que o desfecho final se dará num clima de comoção popular e total apoio. Que capitão Nascimento, que nada. O juiz Moro levará a toga da dignidade ao tapete vermelho com a faina de um estrategista militar e de um planejador de marketing. Nós que crescemos de olho na máfia de toga hoje vemos que estes eram aprendizes de feiticeiro perto da “cosa mostra” que está sendo desbaratada a partir de Curitiba. E o roteiro nos leva longe, até a América Central, onde estava um dos principais agentes da fase final deste filme.

Nacionalismo, feminismo, ação, suspense, reviravoltas impensáveis, crimes, mortes, fugas, corrupção, abuso de poder, oligarquias, marionetes em defesa, inocentes úteis nas redes sociais, claque de artistas, gente graúda caindo, milícias de sem-terra, sem-teto, sem-cabeça incitando ao terror….enfim, nosso roteiro tem tudo o que precisa para um grande prêmio de academia de cinema.

Mas não pensem que fica só nisso. Ainda tem financiamento de campanhas com lucros na compra de caças cuja fornecedora que tem como parceiro um dos maiores magnatas do mundo do setor de energia. Este, comparsa de longa data da marionete bem humorada e ensacadora de vento que antes ocupava a pasta de Minas e Energia do governo Capone. Enfim, reviravoltas, intrigas e armações não faltarão.

E o desfecho, como no caso da máfia de Chicago, acontecerá não pela mão das armas, mas por uma bobagem não pensada pelos arquitetos da manutenção do poder. Como todo semideus, que se entende acima do bem e do mal e, portanto, menospreza quem está abaixo da sua linha de pança, este também vai cair pela língua e pela fanfarronice de castelos no Guarujá ou sítios com antenas particulares. Vai cair pela ostentação, vai cair por mandar o povo comprar brioches na falta de pão.

 


 

Sidnei Luiz Speckart

Publicitário com especialização em Marketing Industrial e Gerenciamento de Marketing, professor universitário e gestor de inovação e novos negócios.

Saiba mais: http://www.ogrodafloresta.com.br/2016/03/01/curitiba-a-nova-chicago/#ixzz41gPFWu9j
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

 

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março 1, 2016 Posted by | Texto | , | 1 Comentário

Cinco dicas para iniciar um novo negócio


Tungado do Blog Marketing Empreendedor

1. Só porque sua mãe e seu melhor amigo pensam que é uma boa idéia, isso não quer dizer que seja “a verdade”.

Quando você estiver na fase da “idéia” do novo negócio, divida com o maior número possível de pessoas, principalmente para “potenciais clientes”.  Divida com estranhos. Divida com empreendedores de sucesso, se possível com alguém que conheça do ramo de atividade. Divida com especialistas em novos negócios, consultores.                             E o MAIS IMPORTANTE: Converse com POTENCIAIS CLIENTES.

2. Existe uma grande diferença entre uma hipótese de potencial mercado para um produto ou serviço e um “mercado testado”.

Nunca inicie um negócio baseado apenas em um pressuposto de que consumidores irão comprar seu produto ou serviço. Só porque você criou o melhor “suporte para copos” já produzido na história da humanidade, isso não significa que consumidores o comprarão. Volte a idéia de “Converse com POTENCIAIS CLIENTES” e teste sua hipótese, quanto mais você testar mais assertividade você terá. Você não imagina quantas idéias e sugestões irá encontrar nessas conversas.

3. Apaixone-se por sua idéia

Apaixone-se por sua idéia de negócio, mas não case com ela ainda. Conheço muitos empreendedores que estão apaixonados por suas idéias de negócios, por suas empresas de tal forma que não conseguem se dar conta de que essa “paixão” está lhes fazendo mal, simplesmente por ser uma má idéia de negócio.  Se “todo mundo” está lhe dizendo que não é uma idéia tão boa assim, ou que é uma má idéia – será que todos estão errados e só você está certo? Não se apegue a esses pensamentos, siga em frente, adapte sua primeira idéia ou até mesmo tente outro modelo de negócio!

4. Iniciar um novo negócio é mais simples do que você imagina. Manter um novo negócio é muito mais difícil do que você pode imaginar.

Iniciar um novo negócio é realmente muito simples. Centenas, milhares de novas empresas são abertas no Brasil todos os anos. Mas grande parte destas “quebram” nos primeiros anos de atividade. Uma vez aberta a empresa, busque sempre conselho de empreendedores mais experientes, consultorias, treinamento, estude muito. Estude seus concorrentes e busque se diferenciar deles, você deve fazer algo diferente dos seus concorrentes e algo melhor que eles. Ouça seus clientes com muito cuidado e atenção, eles são seu bem mais precioso e uma fonte inesgotável de informações e o melhor de tudo: Eles fazem isso de graça. Coloque muita força e disposição para “tocar” o seu negócio, não existe segredo, o resultado que você irá alcançar depende do tamanho do esforço que fizer.

5. Agora o mais importante: Busque a felicidade sempre!          

Certa vez ouvi de um amigo que trocou uma carreira de sucesso em um grande banco pela vontade de empreender, que devemos sempre buscar a felicidade. Esse conselho faz todo sentido para mim e me esforço sempre para buscar a felicidade, em tudo o que faço. Penso que só acumular riquezas e status social é muito pouco para uma vida, por tanto: Busquem a felicidade sempre!

agosto 14, 2013 Posted by | Uncategorized | , , | Deixe um comentário

APAGÃO DE TALENTOS: Como ser uma luz nesta escuridão?



*Odilon Medeiros

O Brasil está numa em uma ótima fase no que se refere aos aspectos ligados à produção. Duvida? Então, consulte os dados recentes do IBGE. Eles apontam para o fato de que, a atividade industrial, em nível nacional no primeiro semestre expandiu 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

O aumento na produção, quase sempre, representa novas contratações e, ao mesmo tempo, mais investimentos em desenvolvimento tecnológico, independente da área. Esses novos processos precisam de pessoas capacitadas para conduzi-los de modo a trazer retorno sobre o investimento realizado. Mas, onde estão esses profissionais? Difícil encontra-los…

Para que se possa ter uma ideia, no Brasil, a falta de profissionais qualificados é a maior preocupação de 71% dos CEOS entrevistados na pesquisa “Global CEO Sudy 2010”, realizada pela IBM.

E o que é pior: há uma carência geral, já que engloba profissionais de todas as áreas e de todos os níveis.

Devido a essa situação, está havendo um movimento de certa forma, inusitado. Estrangeiros, inclusive de países do primeiro mundo, estão aprendendo o português e querendo vir morar no Brasil para aproveitar essas oportunidades.

Neste cenário, surge um questionamento: como os profissionais brasileiros podem tirar proveito desta situação? E a resposta é: investindo na sua empregabilidade. Para fazer isso, o primeiro passo é ter consciência de que o profissional é quem é o responsável pelo desenvolvimento da sua carreira. Aquela época na qual apenas a empresa investia no desenvolvimento do profissional passou. O problema, nesta situação, é que muita gente não se deu conta desta mudança e ainda está aguardando que chegue alguém para investir na sua carreira.

A partir desta consciência, é importante fazer cursos, seminários ou palestras, ler muito sobre o ramo que deseja atuar, trabalhar bem o seu marketing pessoal, investir no networking, fazer cadastramento em grupos virtuais de relacionamento profissional e investir na comunicação. Ser proativo, dinâmico e auto motivado. É fundamental lembrar de fazer tudo isso com seriedade e comprometimento e buscar apresentar diferenciais.

Atualmente existem muitas maneiras de reduzir esse apagão: cursos a distancia (EAD), aumento do número de instituições de ensino, flexibilização nos pagamentos dos valores das mensalidades, etc. Tudo para facilitar a vida de quem não tem tempo, não tem dinheiro, não tem…, não tem…, não tem… E tem um monte de desculpas para dar.

Saiba que qualquer pessoa pode contribuir para acabar com esse apagão. Inclusive você.

Assim, seja a luz que as empresas procuram!

Odilon Medeiros – Mestre em Administração, Especialista em Psicologia Organizacional, Pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em Vendas, consultor e palestrante nacional sobre tópicos ligados à gestão com pessoas. www.odilonmedeiros.com.br 

novembro 29, 2011 Posted by | artigo | , , | Deixe um comentário

De quem a Apple tirou a idéia do Iphone e do Ipad?


Fonte: Neoplace Blog

A história das gigantes de software e tecnologia do Vale do Silício é marcada por usurpação de idéias, violações de direito autoral e apropriação descarada de projetos e conceitos de umas pelas outras; Não raro os criadores de uma solução genial são furtados por outras empresas (ou espertalhões de tecnologia, vulgo ‘piratas de silício’)  que usurpam a fama, projeção e lucros do criador original. Foi assim com a Apple, a Microsoft ou mesmo o Facebook.

No caso da Apple a usurpação de idéias alheias está impregnada em seu DNA… Seu primeiro Sistema Operacional e Computador Pessoal foram usurpados da Xerox pelo Steve Jobs e sua trupe; Bill gates – que esteve filiado a Apple em seus primórdios – usurpou as idéias e projetos da Apple para criar uma cópia mal azambrada de seu sistema operacional  (o Windows) para substituir o DOS (que a Microsoft roubou da ‘Digital Research’ (que faliu algum tempo depois)).

No caso do Iphone e Ipad, as principais características que diferenciam os aparelhos vieram de outras empresas, pessoas ou engenheiros. Um dos principais exemplos é o sistema de multi-toque a a Apple, utilizado primeiramente no Iphone, que foi lançado pela apple no final de junho de 2007 e mais tarde ampliado e extendido para universo dos Tablets.

Ora, já em 2006 escrevi  sobre o sistema projetado por Jeff Han, cientista da ‘New York University’s Courante Institute Mathematical Sciences’ que desenvolveu um dispositivo ‘interface-free’: Foi o primeiro Tablet moderno apresentado ao mundo, na TED Talks, em janeiro de 2006. A apresentação e matéria podem ser vistas aqui. Observem que muitas das coisas que a Apple apresenta como inovações suas já estavam presentes no dispositivo.

No começo de 2007 a Microsoft apareceu na mídia se apropriando descaradamente da criação de Han (que, diga-se de passagem, continua como cientista de universidade, sem participação de lucro na Apple nem na Microsoft). O anúncio do novo e revolucionário sistema da Microsoft pode ser visto aqui.

Neste ponto as ações da Apple em razão da Google, alegando que as ‘inovações’ de seu iOS foram integrados ao Android, são – no mínimo – intrigantes; Por certo as limitações da natureza humana são fatores que facultam sua evolução (pontos e características negativas são sublimadas e tornam-se fatores de destaque e diferenciação (ex. Os maiores especialistas em nanismo do mundo são anões, pessoas com problemas gastro-intestinais tem maior probabilidade de se tornarem especialistas no assunto, etc)). Talvez a mesma espécie de diversionamento subjetivo interno explique pque assassinos dormem com uma arma embaixo do travesseiro, pque cleptomaniacos temem que amigos os roubem ou porque a Apple é tão reservada e fechada em relação às suas idéias e propriedade intelectual. 

novembro 13, 2011 Posted by | Texto | , , , , , , | Deixe um comentário