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Curitiba: A Nova Chicago


Por Sidnei Luiz Speckart | Tungado do Blog Ogro Da Floresta

O maior sucesso do cinema brasileiro tem seu roteiro escrito neste momento. Aliás, como o povo que se reunia na acrópole, nós que moramos aqui somos co-participantes da trama. Como um séquito de figurantes aguardamos o desfecho final e a chegada do mocinho e da mocinha no set. A poucos metros de nossas casas, mas a nano-segundos das nossas cabeças nosso Elliot Ness, o mocinho, reúne, pela primeira vez: respeito, dedicação, trabalho árduo, reputação, autoridade, estratégia, perspicácia e um ritmo que vem encantando a mais exigente platéia. A cada dia, a cada prova, a cada larápio detido, obtém mais adeptos à causa. A trama do roteiro se desenvolve a tal ponto que o desfecho final se dará num clima de comoção popular e total apoio. Que capitão Nascimento, que nada. O juiz Moro levará a toga da dignidade ao tapete vermelho com a faina de um estrategista militar e de um planejador de marketing. Nós que crescemos de olho na máfia de toga hoje vemos que estes eram aprendizes de feiticeiro perto da “cosa mostra” que está sendo desbaratada a partir de Curitiba. E o roteiro nos leva longe, até a América Central, onde estava um dos principais agentes da fase final deste filme.

Nacionalismo, feminismo, ação, suspense, reviravoltas impensáveis, crimes, mortes, fugas, corrupção, abuso de poder, oligarquias, marionetes em defesa, inocentes úteis nas redes sociais, claque de artistas, gente graúda caindo, milícias de sem-terra, sem-teto, sem-cabeça incitando ao terror….enfim, nosso roteiro tem tudo o que precisa para um grande prêmio de academia de cinema.

Mas não pensem que fica só nisso. Ainda tem financiamento de campanhas com lucros na compra de caças cuja fornecedora que tem como parceiro um dos maiores magnatas do mundo do setor de energia. Este, comparsa de longa data da marionete bem humorada e ensacadora de vento que antes ocupava a pasta de Minas e Energia do governo Capone. Enfim, reviravoltas, intrigas e armações não faltarão.

E o desfecho, como no caso da máfia de Chicago, acontecerá não pela mão das armas, mas por uma bobagem não pensada pelos arquitetos da manutenção do poder. Como todo semideus, que se entende acima do bem e do mal e, portanto, menospreza quem está abaixo da sua linha de pança, este também vai cair pela língua e pela fanfarronice de castelos no Guarujá ou sítios com antenas particulares. Vai cair pela ostentação, vai cair por mandar o povo comprar brioches na falta de pão.

 


 

Sidnei Luiz Speckart

Publicitário com especialização em Marketing Industrial e Gerenciamento de Marketing, professor universitário e gestor de inovação e novos negócios.

Saiba mais: http://www.ogrodafloresta.com.br/2016/03/01/curitiba-a-nova-chicago/#ixzz41gPFWu9j
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março 1, 2016 Posted by | Texto | , | 1 Comentário

Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação


Autor: Millôr Fernandes

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas -L.I.V.R.O. 

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo! 

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta. 

Através do uso intensivo do recurso TPA – Tecnologia do Papel Opaco – permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade! 

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema. 

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário. 

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo. 

O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados. 

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso aoL.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. 

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas. 

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O. 

novembro 20, 2011 Posted by | Texto | , | Deixe um comentário

De quem a Apple tirou a idéia do Iphone e do Ipad?


Fonte: Neoplace Blog

A história das gigantes de software e tecnologia do Vale do Silício é marcada por usurpação de idéias, violações de direito autoral e apropriação descarada de projetos e conceitos de umas pelas outras; Não raro os criadores de uma solução genial são furtados por outras empresas (ou espertalhões de tecnologia, vulgo ‘piratas de silício’)  que usurpam a fama, projeção e lucros do criador original. Foi assim com a Apple, a Microsoft ou mesmo o Facebook.

No caso da Apple a usurpação de idéias alheias está impregnada em seu DNA… Seu primeiro Sistema Operacional e Computador Pessoal foram usurpados da Xerox pelo Steve Jobs e sua trupe; Bill gates – que esteve filiado a Apple em seus primórdios – usurpou as idéias e projetos da Apple para criar uma cópia mal azambrada de seu sistema operacional  (o Windows) para substituir o DOS (que a Microsoft roubou da ‘Digital Research’ (que faliu algum tempo depois)).

No caso do Iphone e Ipad, as principais características que diferenciam os aparelhos vieram de outras empresas, pessoas ou engenheiros. Um dos principais exemplos é o sistema de multi-toque a a Apple, utilizado primeiramente no Iphone, que foi lançado pela apple no final de junho de 2007 e mais tarde ampliado e extendido para universo dos Tablets.

Ora, já em 2006 escrevi  sobre o sistema projetado por Jeff Han, cientista da ‘New York University’s Courante Institute Mathematical Sciences’ que desenvolveu um dispositivo ‘interface-free’: Foi o primeiro Tablet moderno apresentado ao mundo, na TED Talks, em janeiro de 2006. A apresentação e matéria podem ser vistas aqui. Observem que muitas das coisas que a Apple apresenta como inovações suas já estavam presentes no dispositivo.

No começo de 2007 a Microsoft apareceu na mídia se apropriando descaradamente da criação de Han (que, diga-se de passagem, continua como cientista de universidade, sem participação de lucro na Apple nem na Microsoft). O anúncio do novo e revolucionário sistema da Microsoft pode ser visto aqui.

Neste ponto as ações da Apple em razão da Google, alegando que as ‘inovações’ de seu iOS foram integrados ao Android, são – no mínimo – intrigantes; Por certo as limitações da natureza humana são fatores que facultam sua evolução (pontos e características negativas são sublimadas e tornam-se fatores de destaque e diferenciação (ex. Os maiores especialistas em nanismo do mundo são anões, pessoas com problemas gastro-intestinais tem maior probabilidade de se tornarem especialistas no assunto, etc)). Talvez a mesma espécie de diversionamento subjetivo interno explique pque assassinos dormem com uma arma embaixo do travesseiro, pque cleptomaniacos temem que amigos os roubem ou porque a Apple é tão reservada e fechada em relação às suas idéias e propriedade intelectual. 

novembro 13, 2011 Posted by | Texto | , , , , , , | Deixe um comentário

Será que me tornei workaholic?


Fonte: Blog Novos Planos
Autora : Rosemeire Zago.

Será que me tornei workaholic?

“O vício em trabalho pode ser atraente ao impedir a experiência das próprias emoções”.

O trabalho em excesso muitas vezes tem inconscientemente o intuito de não ter tempo para pensar. O vício em trabalho mantém muitas vezes as emoções dolorosas afastadas da consciência, ou seja, pode representar uma fuga das emoções mais profundas.

É como uma droga, onde são necessárias doses cada vez maiores para se alcançar os mesmos resultados e, como todas as drogas, não consegue mascarar a dor indefinidamente, ainda que a princípio ninguém assuma a presença de alguma dor.

Para muitos é um total absurdo sequer pensar que o trabalho excessivo possa ser um sinal de que esteja fugindo de algo. Não podemos negar as responsabilidades assumidas, as contas a serem pagas, a competição acirrada nos grandes centros comercias, mas tudo deve ter um equilíbrio. E quando a atenção está voltada muito mais para apenas uma área da vida é preciso reavaliar tudo.

Também não me refiro a uma fase da vida em que é preciso conciliar trabalho, faculdade, vida pessoal, onde a sobrecarga é inevitável, pois está em fase de preparação para uma vida.

O vício em trabalho pode ser atraente ao impedir a experiência das emoções. Um workaholic passa de um projeto a outro, ou até de um emprego para outro, sem nunca parar e analisar se é mesmo o que quer para si. A compulsividade é tão intensa tanto em um projeto, como em qualquer outro.

Pode atingir tanto homens como mulheres. Os homens em geral se afastam da família, esposa, namorada e filhos. Tudo que possa representar emoções ou entrar em contato com seus verdadeiros sentimentos. Ir para casa cedo e se deparar com uma mulher que irá cobrá-lo por sua ausência ou que quer conversar sobre a relação, poderá fazê-lo entrar em contato com o significado de manter o casamento, assunto o qual não quer falar. Afoga-se em trabalho, chega mais tarde para não ser confrontado e o círculo vicioso se mantém.

Se dentro de você algo lhe clama por ser mais feliz, pare de fugir, permita-se ter mais tempo para saber o que sente e por que sente. Perceba que sua vida pode ser muito mais do que se envolver em atividades de modo compulsivo. Quanto mais fugir, mais estará adiando esse momento.

novembro 7, 2011 Posted by | Dicas, Texto | | Deixe um comentário

Muhammad Yunus e o microcrédito


Fonte: Blog Economia Prática

Nos últimos anos, o sistema econômico foi regado de crédito e irracionalidade por grandes conglomerados financeiros, sendo que praticamente todos os cidadãos possuíam acesso a recursos monetários em quantidades generosas, mesmo com taxas de juros relativamente altas, o que é não é nem analisado pela população em geral, em particular a brasileira, a qual se foca no tamanho da parcela, popularmente falando: “se cabe no orçamento”. Não importava onde o dinheiro seria utilizado, nem se a pessoa contemplada com tal soma teria sustentabilidade financeira de longo prazo, afinal, o relevante era gastar, viver na bonança, honrando o estandarte do consumismo. Com o advento da presente crise, o crédito sofreu forte contração. Daí surge a conjuntura favorável para revermos nosso comportamento sobre o dinheiro, sejamos nós pessoas físicas ou jurídicas.

Como exemplo de que com pouco de faz muito, li o livro “O Banqueiro dos Pobres”, escrito por Muhammad Yunus (1). O assunto principal do livro reside na força que o ainda insipiente microcrédito (2) tem no que diz respeito à mudança de vida de pessoas, em especial, para aquelas deserdadas pela sociedade (fora do acesso ao crédito bancário convencional), por meio de uma estratégia eficaz, sem grande risco para o financiador e com grandes benefícios para os pobres.

Depois de uma passagem importante pelo meio acadêmico, Muhammad percebeu que as respostas vindas dos livros teóricos não eram aplicadas no combate à pobreza de seu país (Bangladesh). Certa vez, afirmou: “comecei a achar que minhas aulas eram uma sala de cinema onde podíamos relaxar, tranqüilizados pela vitória certa do herói”. Mirando o mundo real, verificou que em se utilizando algum meio de empréstimo, as pessoas menos favorecidas poderiam aplicar seus conhecimentos, de modo a gerar sua própria renda, aumentando sua “qualidade de vida”. Além dessa constatação, critica o Banco Mundial pela sua atitude dita superioridade organizacional: “a contratação de grandes cérebros não se traduz necessariamente em políticas e programas que ajudam as pessoas, particularmente os pobres. De que adianta serem eles os melhores do mundo, se pairam acima das nuvens e não conhecem a vida terrena? O Banco Mundial devia contratar pessoas que entendessem o pobre e a sua vida. Esse conhecimento tornaria esta instituição mais útil do que é atualmente”. Essa é uma verdade que atormenta a instituição, que passa por uma crise de existência, já tratada em diversos periódicos econômicos como The Economist, Global Finance e Business Week. Várias outras características como a primazia de empréstimos às mulheres, por meio da formação de grupos de entre – ajuda; estrutura bancária com estipulação de princípios flexíveis ao local onde a agência está instalada, e ausência das burocracias presentes no sistema geral são pilares de uma nova face em relação ao que pode ser feito para mitigar a pobreza em nível municipal, regional e mundial.

Indubitavelmente, indico esse livro para as pessoas que buscam conhecer uma atividade posta em prática não somente em Bangladesh, mas também em cerca de 140 países ao redor do mundo (3). Ele demonstra que o pobre não é inferior em capacidade criativa a qualquer outro cidadão de posição superior no estrato da pirâmide social, e que ele necessita sim de um suporte financeiro, mesmo que ínfimo para os parâmetros monetários comuns, por fim vencendo os grilhões e preconceitos inerentes aos nossos juízos de valor, calcados mais em lendas do que em dados concretos.(1) O Comitê norueguês contemplou Muhammad Yunus e seu Banco Grameen, com o Nobel da Paz em 2006, pelo seu esforço no desenvolvimento econômico vindo das camadas mais baixas da sociedade.(2) A história do microcrédito remete ao século XVIII.

Para maiores informações, acesse o link http://www.gdrc.org/icm/ em inglês. Caso necessárias traduções (alguns artigos, por questão acadêmica), requisite por e-mail ao colunista.

Autor MATHEUS PACINI
MARÇO 11, 2009


junho 3, 2011 Posted by | Dicas, Dinheiro, Texto | Deixe um comentário

Crise e inflação chegam ao Mercado-Livre


Pois é… Recebi o email abaixo do Mercado-Livre. Até agora, não
era possível fazer reajustes de preço para produtos anunciados no
Mercado-Livre. Como os anúncios tem um prazo médio de 45 dias, não era lá um
grande problema. Agora, com oscilações diárias (e assustadoras) do dólar e
levando-se em conta que boa parte das coisas vendidas por lá é de importados, é
bem possível que milhares de preço oscilem diariamente no maior site de leilões
(e provavelmente maior varejista) do Brasil.

Para quem vende os resultados também já estão sendo sentidos,
com uma queda média de mais de 40% (quarenta por cento) (!!) no número de
pedidos.

Já há muito tempo eu dizia que a especulação absurda  em
cima de derivativos ia
dar merda. O excelente livro “Fiasco: The Inside Story of a Wall Street
Trader”,
de Frank Partnoy de 1996, já dava a dimensão do que estava
por vir.  Percebe-se que grandes “produtos” vendidos pelas gangues
Instituições Financeiras de Wall-Street eram, na verdade, apostas de alta
rentabilidade nos mais variados tipos de oscilação (principalmente oscilações
cambiais). Investimentos classificados com uma pontuação +AAA grade pelo
Governo Americano, vendidos inclusive para Fundos de Pensão e como “lastro”
para outros países, eram (e são) apostas tão perigosas quanto um jogo de roleta
ou Black-Jack. Isto eu já sabia… O que eu não sabia que é que nestes jogos o
banco
a Banca podia perder. Pior… quebrar. Pior ainda: Repassar parte da
conta aos pobres vendedores do Mercado-Livre.

Crise ML by you.

outubro 13, 2008 Posted by | Dinheiro, Notícias, Texto | Deixe um comentário

Time Management for Creative People [Time Management]


Time-Management.pngStop procrastinating and improve your time management skills with free ebook Time Management for Creative People. Blogger and author Mark McGuinness rolled a series of time management articles into a short (32 page) ebook. Even if you don’t consider yourself a creative person, the ebook is chocked full of useful tips.

I will offer some suggestions for keeping the tide of external demands at bay and helping you to develop a truly creative routine and rhythm to your working day. I won’t offer you a rigid system or any ‘best practice’ nonsense – just some principles and suggestions for you to try out and adapt as you see fit.

I would describe the book as an adaptation of GTD coupled with tips to help improve your time management and focused attention skills.

Time Management for Creative People [Business of Design Online]

dezembro 10, 2007 Posted by | Dicas, Gerenciamento, Texto | Deixe um comentário

Ação do Jornal O Dia x Os 6 principios do MKT Viral


Fonte: blogdeguerrilha

blog_15_02_odia.jpg

Na versão on-line do seu caderno de carnaval, o jornal O Dia, do Rio de Janeiro, ensina a sambar em 4 lições-vídeos ministradas pela Rainha da Bateria da Estácio de Sá, Alessandra Mattos.

Para divulgar este conteúdo, o Editor-Ninja do jornal on-line colocou um filmete no Youtube com o making off da professora de samba sendo lambuzada de óleo por um produtor. Uma assinatura final no filmete leva para as lições no site do Dia.

Mas é só isso? Não tem custo? Não preciso comprar mídia em algum portal? Eles fizeram tudo certo? Funciona mesmo?

Vamos avaliar o case usando “Os seis princípios do marketing viral“:

Princípio 1: Distribui gratuitamente produtos e serviços com algum valor
Sim. O DiaOnline fez um filmete, na véspera do carnaval, com uma rainha da bateria ensinando a sambar em quatro lições. Para divulgar este serviço, fez um filmete com a bela Rainha da Bateria sendo lambuzada de óleo. O conteúdo do viral e o serviço são completamente pertinentes com a pauta do mês: carnaval.

Princípio 2: Ofecer um meio sem eforço de envio para outros
Sim. Basta passar o link do serviço no O Dia Online ou da rainha lambuzada no YouTube.

Princípio 3: É facilmente escalável do pequeno para o muito grande
Sim. O making off está no Youtube. Ou seja, é de graça e o problema é do Google.
Não. As lições com o passo a passo estão num formatinho flash-mala que precisa de plugin.

Princípio 4: Explorar motivações e comportamentos comuns
Sim. Homens querem ver mulheres gostosas e pessoas em geral querem aprender a sambar na véspera do carnaval.

Princípio 5: Utiliza redes de comunicação já existentes
Sim. Colocaram o making off, que tem mais potencial viral, no YouTube.
Sim. Blogueiros normalmente se interessam pelo assunto “Rainha do Carnaval sendo lambuzada de óleo”, o que potencializa ainda mais o alcance da ação.

Princípio 6: Tira proveito de recursos de terceiros
Sim. Os recursos da rainha da Bateria são incríveis.
Não. A teoria do “fator peitinho”, descoberta por Mr. Wagner na década de 90, poderia ter sido explorada sutilmente e de forma pertinente, o que certamente multiplicaria por mil o número de acessos.

Conclusão: Feita a avaliação por nossos especialistas, concluimos que o Editor Ninja-Master do Dia Online merece nota 9. Ou seja, conteúdo pertinente, senso de oportunidade, bom gosto na escolha da Rainha da Bateria, nenhum custo de mídia. Desculpamos o uso desnecessário do Flash Player (que nem a Coca-Cola usa mais), mas não podemos perdoar o erro grave de não ter explorado o potencial máximo do conteúdo, que permetia o uso da teoria do fator peitinho.

Abs, Gfortes

fevereiro 26, 2007 Posted by | Dicas, Texto | Deixe um comentário

A concorrência pública na parceria público-privada (PPP)


fonte: parana-online

Marcio Pestana [07/01/2007]

A Lei 11.079/04, que fixou as prescrições gerais atinentes à parceria público-privada (PPP), introduziu duas novas modalidades de concessão no âmbito dos serviços públicos: a concessão patrocinada e a administrativa. A concessão patrocinada é a modalidade de contratação da prestação de serviços públicos ou de obras públicas, a que se refere a Lei 8.987/95 (concessão comum), que envolve, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, uma contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. A concessão administrativa, por seu turno, é a modalidade de contratação da prestação de serviços, da qual a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva a execução de obra ou o fornecimento e instalação de bens.

De acordo com a aludida lei, a contratação de parceria público-privada será precedida de licitação na modalidade Concorrência. Para tanto estabeleceu um corpo de enunciados jurídicos prescritivos que, juntamente com muita das disposições anteriormente já instaladas nas Leis 8.666/93 e 8.987/95, conformam o conjunto de enunciados que permitem erigir normas jurídicas disciplinadoras do certame licitatório envolvendo as PPPs.

Examinando-se as extensas prescrições instaladas sobretudo no art. 10 da Lei em apreço, observam-se, fundamentalmente, cinco feixes de preocupação que merecem aqui referência, ainda que sumária, no tocante à fixação das condições precedentes à realização do certame licitatório envolvendo tal parceria: (a) os motivos que justificam a parceria, (b) os recursos financeiros envolvidos e suas repercussões, (c) a participação da sociedade civil na parceria, (d) o cuidado com o meio-ambiente e (e) a cautela com a disposição da coisa pública.

A formação de uma parceria entre um ente público e um ente privado somente terá lugar caso os fundamentos invocados para a sua implementação estejam, claramente, fixados por estudos técnicos específicos, os quais deverão consignar, com bastante nitidez, as razões pelas quais está, a Administração Pública, disposta a adotar tal modelo de empreendimento, ao invés de optar pela clássica forma de contratação referida no art. 37, XXI, da Constituição Federal, ou, mesmo, através de uma concessão comum. É inegável que a Administração Pública, ademais, transitará pelos domínios do que os administrativistas designam mérito administrativo, ou seja, o juízo de conveniência e de oportunidade da autoridade pública que, debruçando-se sobre coisas da realidade, obrigue-lhe a decidir, dentre as possibilidades que se apresentam, por aquela que é considerada a melhor opção para o caso concreto. O ponto central a ser expressamente consignado, tanto no estudo técnico, quanto na justificativa da autoridade para tanto competente, é deixar claro e inequivocamente demonstrado à sociedade que a parceria é, efetivamente, a melhor opção para o caso concreto. Assim, seja com ênfase econômica (necessidade de investimento de capital intenso), seja operacional (a expertise necessária) etc. é imprescindível serem claramente consignados os motivos que presidem a decisão de optar-se por este modelo de contratação, sob pena de, evidentemente, colocar-se em risco a própria iniciativa.

A Lei 11.079/04, por outro lado, é bastante cuidadosa no que tange à fixação dos limites, restrições e cautelas envolvendo os recursos financeiros. Nem poderia ser diferente. Colocando-se como um conjunto normativo ao lado de outros diplomas legais relevantes para a matéria (Lei de diretrizes orçamentárias, Plano Plurianual, Responsabilidade Fiscal etc.), tem, a lei em apreço, o inegável cuidado de procurar respeitar o mecanismo de controle dos gastos públicos que o Estado brasileiro vem, cuidadosamente, cinzelando ao longo das últimas décadas. Trata-se de um aspecto bastante crítico, pois sabe-se, à farta, que o Brasil, que já é carente de investimentos em praticamente todos os setores que dizem respeito aos serviços públicos, tem uma tendência, inegavelmente marcante, de querer gastar mais do que arrecada. E, quando se edita uma lei, como esta, introdutora das normas gerais da PPP, cria-se, ao menos potencialmente, um atrativo de gastos, pois o diferimento do custo, sabe-se, é sedutor para estimular-se o gasto desenfreado, razão pela qual a lei esmerou-se em estabelecer mecanismos restritivos e limitadores no que atina aos recursos públicos.

A Lei em apreço revela, ainda, a preocupação de contar com a participação de toda a sociedade no processo de sua implementação efetiva. Torna evidente a tendência marcante do Estado contemporâneo de, efetivamente, levar em conta as ponderações, sugestões e, mesmo, objeções de todos aqueles que, de alguma maneira, queiram interferir no modo de contratação em que o Estado é envolvido. Pode-se dizer que é um traço de contemporaneidade, inegavelmente estimulado cada vez mais pela translucidez das relações estado-indivíduo. No caso específico da PPP, abre-se a possibilidade da sociedade ativamente participar de consultas públicas que, necessariamente, precedem o inicio da fase de licitação da parceria, fazendo-se, inclusive, menção à possibilidade, procedimento-temporal, de sugestões serem apresentadas e serem apreciadas por aqueles responsáveis por tal encargo. A previsão legal em apreço merece aplausos, pois é sabido que, quanto mais ampla for a consulta, mais rico e refinado será o resultado a ser colhido, aprimorando, com isto, a própria qualidade da parceria então almejada.

Como se sabe, de acordo com a Constituição Federal, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre proteção do meio ambiente e controle de poluição, assim como, em conjunto com os Municípios, proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer uma de suas formas. A Constituição Federal adverte, ainda, que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Ora, como se pode observar do manuseio de alguns dos comandos constitucionais, há, no Brasil de hoje, indiscutível preocupação com o meio ambiente, e, inclusive, com a identificação nomeada dos personagens que nele interferem (referindo-nos, no ponto, às pessoas políticas de direito constitucional interno). Pois bem, a par da cautela com esta matéria, há, de outro lado, já no que atina às iniciativas empresariais, o objetivo de, respeitando-se as restrições de natureza ambiental, dar-se pronto curso ao empreendimento projetado. Em outras palavras, na iniciativa empresarial, o tempo é importantíssimo, mesmo porque é absolutamente incogitável a idéia de que o capital possa ficar parado. A aludida lei, também impressionada com as dificuldades de natureza ambiental enfrentadas por determinadas obras que permaneceram paralisadas durante longo período, como, v.g., a do Rodoanel, na Grande São Paulo, adota a procedente e apropriada cautela de exigir, ainda na fase inicial do processo de parceria almejada e que ainda terá largo curso, a obtenção de todas as autorizações ou, ao menos, diretrizes de natureza ambiental. Com isto, muito auxiliará para que obras, que venham a ser realizadas pela PPP, não sofram, ou, ao menos, tenham maior probabilidade de não sofrerem restrições de natureza ambiental, que possam procrastinar a sua realização ou, mesmo, constituir óbice intransponível, colocando em risco a própria parceria entre a entidade pública e a privada.

Finalmente, o estudo do direito público permanentemente nos sinaliza a importante presença do princípio da Indisponibilidade do interesse público. No ambiente das parcerias público-privada ele encontra-se referido com temperos manifestamente cuidadosos, que vão desde a fixação do termo inicial de aportes, pela entidade pública, após disponibilizado o serviço objeto da parceria (art. 7.º, da Lei 11.079/04), até estabelecer a restrição de que, nas concessões patrocinadas, em que mais de 70% da remuneração do parceiro privado seja paga pela Administração Pública, tal iniciativa dependa de autorização legislativa específica (Art. 10, § 3.º da Lei 11.079/04). O cuidado adotado pela lei é amplamente compreensível. Sendo o interesse público legitimamente considerado como pertencente à própria coletividade, nada mais natural do que restrições de monta a esse direito, necessariamente, provenham da própria sociedade, através dos mecanismos de representação e elaboração de leis, tal como concebidos pelos constituintes de 1988. A PPP, para ser absolutamente legítima e promissora, ou seja, representar os anseios e aspirações da sociedade e não conter vícios que possam prejudicar a sua efetiva implementação, trazendo embaraços e prejuízos aos parceiros e, conseqüentemente, à própria coletividade, exige redobrada atenção com a disposição acerca dos interesses e das coisas públicas.

Marcio Pestana é doutor e mestre em Direito do Estado, pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor de Direito Administrativo na Faculdade de Direito, da Fundação Armando Alvares Penteado. Autor da obra “A Concorrência Pública na Parceria Publico-Privada (PPP)”, Ed. Atlas. marcio.pestana@pestanaemaudonnet.com.br

janeiro 7, 2007 Posted by | Notícias, Texto | Deixe um comentário

Comprehensive 2007 Trend Map


fonte: rossdawsonblog

Given it’s festive season now, it’s probably time for a bit of fun. Nowandnext.com and Future Exploration Network have collaborated in producing a map of major trends for 2007 and beyond, across ten segments: society & culture, government & politics, work & business, media & communications, science & technology, food & drink, medicine & well-being, financial services, retail & leisure, and transport & automotive. Click on the map below to get the full pdf.

Trend_Blend_2007_map.jpg

Trend Blend 2007+ map

Inspired by the subway map for a well-known city, the map shows some of the major trends in each of these segments, as well as the key intersections between the trends. Have a browse through to see some of the more interesting trends in the landscape. And please don’t take it too seriously…

As with most of our content, this is released on a Attribution-ShareAlike Creative Commons license, so if you disagree with the trends we’ve chosen or think you can improve on the map, please take it and run with it!

Our clients will get a glossy pinup of the map, and if there’s enough demand we’ll release a T-shirt….

Fabulous festive season to all!

janeiro 4, 2007 Posted by | Dicas, Projetos, Texto | Deixe um comentário