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COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – 1 Parte – Introducao Conceitos e Modelos


Fonte: Aghatha Maxi Consulting


Parte 1 – Introdução, Conceitos e Modelos.



Como desenhar fluxograma de processos de negócio – parte 1 – Introdução, Conceitos e Modelos.

Muitas vezes nos deparamos com a dificuldade que os responsáveis pelos processos nas organizações têm ao demonstra-los graficamente.

Com o objetivo de auxiliar os colegas nesta atividade vamos descrever neste artigo um método simples, mas que ao mesmo tempo é bastante útil e prático.

Vamos utilizar na confecção deste artigo, fluxos e gráficos desenhados com o uso do VISIO da Microsoft, no entanto o leitor poderá fazer uso de qualquer outra ferramenta disponível no mercado, inclusive ferramentas livres.

O nosso objetivo aqui não é avaliar esta ou aquela ferramenta, ou determinar se uma ferramenta é melhor que a outra, ou ainda a possibilidade de utilização de outros modelos e formatos para a documentação de processos.

O nosso objetivo é descrever um método que o leitor possa aprender facilmente e aplicar na documentação de seus processos.

1 – Introdução ao estudo de processos

Antes de abordar a técnica a ser utilizada no desenho propriamente dito dos processos é necessário que o nosso leitor tenha o entendimento dos princípios básicos dos processos, para isto vamos abordar os tópicos principais e neste sentido nivelar os conhecimentos.

1.1 – Componentes Básicos dos Processos

Por definição, um “Processo” deve possuir um conjunto de componentes básicos para ser considerado um processo, são eles: Componente de “entrada”, com base neste componente é realizado as atividades de “processamento”, e como resultado deverá produzir uma “saída” qualquer.



1.2 – Controle de qualidade entre os Componentes do Processo

Como qualquer atividade destinada a produzir algo, o processo requer a realização de atividades de controle para assegurar a sua qualidade e que deverá ser aplicada em cada um dos seus componentes (Entrada-Processamento-Saída). Agindo desta forma estaremos evitando comunicação de eventuais erros ou falhas entre os elementos que compõem o processo, dentro do universo compreendido pelo próprio processo.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:



1.3 – Controle de qualidade entre Processos

No entanto, um processo não é um elemento absoluto e restrito a si próprio, possivelmente em algum momento dependerá de outros processos para ser “alimentado” e possivelmente, após a execução de seu próprio processamento, passará a “alimentar” outro processo através do seu “produto” e assim sucessivamente.

Diante disto, é uma boa prática considerar ações de controle de qualidade também entre processos, e com isto garantir a qualidade e a integração entre os mesmos, ou seja, é importante assegurar que o “produto” gerado por um “processo fornecedor” seja validado por ele mesmo antes de ser comunicado ao seu “Processo Cliente”.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:



Em tese, quando agimos desta forma, o “Processo Executor” não teria necessidade de validar os seus “insumos” no momento de proceder o recebimento de sua “entrada”, uma vez que isto deveria ter ocorrido previamente no “Processo fornecedor”, pouco antes do mesmo proceder a liberação de “saída”.

No entanto,

Se verificarmos a qualidade apenas uma única vez, estamos sujeitos à possiilidade de ocorrência de alguma falha na saída do “Processo fornecedor” e nem sempre a “Qualidade declarada” na saída de um processo, atenderá plenamente os requisitos de qualidade necessários para atender a “entrada” no processo seguinte.

Exemplo Prático: Experimente executar o ciclo de vida de um projeto de desenvolvimento de sistemas, onde cada etapa do ciclo pode ser comparada a um processo. Quando não realizamos estas verificações de entrada e saída em cada uma das etapas do processo de produção do sistema, o grau de variação do produto resultante será um fatorial das taxas de erro ocorridas em cada etapa, (O Resultado será medido pela multiplicação das taxas de erro existentes em cada etapa, pelas taxas de erro das etapas seguintes, e assim sucessivamente), esta é a explicação matemática de possíveis distanciamentos entre o “requisito original do negócio” e o “resultado do produto do projeto”, note que antes de mais nada uma Metodologia é um Processo e pode-se utilizar este conceito na formulação do controle de qualidade na formatação de etapas ou fases de uma MDS.

Traduzindo isto de uma forma mais clara:



Uma vez entendido estes componentes e os critérios básicos de revisão de qualidade e integração entre os componentes de um processo e entre processos fornecedores e processos clientes, retornaremos ao nosso objetivo inicial, que é demonstrar graficamente os processos de negócio através de fluxogramas.

2 – Padrão de Simbologia

Existem diversos padrões de símbolos possíveis para desenhar fluxogramas de processos, e inclusive padrões destinados a especificações e desenho técnico de software, modelos de dados e tantos outros. Vamos adotar aqui um modelo bastante simples e composto por um número reduzido de símbolos, mas que são suficientes para demonstrar um processo de negócio através de um fluxograma.

São eles:



3 – O Modelo de Estrutura do Fluxograma do Processo.

Existem diversos formas possíveis de estruturar um fluxograma de processo, a mais indicada para mapear processo é a denominada (CROSS-FUNCTIONAL), o que poderia ser traduzido mais ou menos como “fluxograma cruzado entre funções”.

Neste formato, o fluxograma possibilita a inclusão de informações adicionais, além da sequencia de atividades proporcionada pelo encadeamento dos símbolos, e é possível segmentar o desenho do processo em “setores/celulas” como se fossem uma matriz, sendo inseridos nas linhas os Atores ou funções responsáveis pela execução das Atividades e nas Colunas as etapas existentes em um determinado processo.

Veja como ficaria o desenho de um processo seguindo a estrutura Cross-Functional na visão Horizontal:



O mesmo Processo, seguindo a visão Cross-Functional na visão Vertical:



E ainda, o mesmo processo utilizando-se a forma Livre normalmente utilizada. Note que as informações adicionais presentes nas duas opções anteriores fazem de fato a diferença no entendimento do processo.



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See the article content in English here:

http://aghatha.wordpress.com/2011/07/29/how-to-draw-business-process-flowchart-part-1-of-3-%e2%80%93-introduction-concepts/

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Artigos Relacionados:

Parte 2 – Levantamento, Analise e Desenho Fluxograma (Instruções Passo-a-Passo para Desenhar um Fluxo).

No próximo Artigo (Parte 2), trataremos as técnicas a serem utilizadas durante as Entrevistas para levantamento de informações dos processos a serem desenhados e alguns exemplos de como devemos organizar e preparar o conteúdo das informações obtidas no levantado para facilitar a confecção do respectivo fluxograma. Próximo Artigo : COMO DESENHAR FLUXOGRAMAS DE PROCESSOS DE NEGÓCIO – Parte 2 – Levantamento, Analise e Desenho do Processo de Negócio.

Parte 3 – Levantamento, Analise de Capacidade e Carga de Processos (Saiba como Calcular Esforço, Tempo e Custos)

Artigos Relacionados e as continuações do conteúdo deste artigo:

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Declaração e Preservação de Direitos:

Todas as demais marcas, modelos, desenhos, nomes, incluindo o conteúdo integral deste artigo, são de propriedade de seus respectivos fabricantes, autores ou publicadores.

O leitor está autorizado a fazer o uso interno e não comercial do conteúdo deste artigo, desde que mantidas as observações de direitos autorais e mantidas as referencias a suas origens e identificação dos respectivos autores e proprietários.

Direitos de uso comerciais deste artigo são preservados e mantidos em nome exclusivo do autor e o leitor não está autorizado a utiliza-los, de forma integral ou parcial para usos e fins comercias e/ou em atividades que visem à obtenção de lucro ou benefício comercial próprio ou a terceiros.

Para a confecção deste artigo foram citadas e/ou utilizados os seguintes nomes, marcas e publicações:

– Fim Declarações de Direitos de Copyright —

– Fim Artigo


setembro 1, 2011 Posted by | Dicas, Gerenciamento, Projetos | 3 Comentários

Balanced Scorecard. O que não é medido não é gerenciado.


fonte: TI Especialistas

“O que não é medido não é gerenciado”, já diziam Robert Kaplan e David Norton, autores da metodologia BSC Balanced Scorecard. Essa metodologia revolucionou o modelo de gestão estratégica. Baseada em Indicadores, com 4 perspectivas bem elaboradas e convergentes levou grandes organizações a mensurar seus KPIs (Key Perfomance Indicator).

Estamos na era da Informação, tida também como a pós-modernidade. Desde meados 1990 quando Kaplan e Norton desenvolveram o BSC tivemos grandes avanços em ambientes corporativos, onde estabelecer metas apenas não era suficiente para alcançar os objetivos. Havia uma lacuna que não era preenchida, faltava mensurar, medir e então gerenciar.

Sabemos que gerenciar envolve habilidades que requer conhecer do seu negócio, com base em sua estratégia, com uma gestão da informação bem focada em cumprir aquilo que foi planejado e realizar a sua missão e visão empresarial.

Sendo assim, não há como gerenciar sem estabelecer relações de causa e efeito da sua empresa. Com o BSC a empresa pode não apenas medir, mas também provar se a estratégia traçada foi ou está sendo cumprida e se as “rodas do trem” estão nos trilhos certos.

Vejamos esse gráfico representativo do BSC:

Fonte: Modelo das Perspectivas baseado em “Kaplan e Norton (A estratégia em ação. p. 10)”

As 4 perspectivas são intrinsicamente associadas à Estratégia Empresarial, que por sua vez se desdobra no Planejamento Estratégico.

Perspectiva Clientes: Proporciona uma qualificação para que o objetivo tenha resultado satisfatório em aspectos como: satisfação, fidelização, retenção, captação e lucratividade. Também pode ter foco na consolidação da marca no mercado.

Perspectiva Financeira: Promove alinhamento dos custos e receita. Foco em resultados financeiros propiciando aos acionistas uma visão de lucratividade.

Perspectiva Processos Internos: Proporciona mitigar riscos e possíveis desvios de workflow que prejudique a eficiência e a eficácia dos processos operacionais como: retrabalho, desperdício, perda dentre outros fatores. Pode-se utilizar de metodologias BPM ou PDCA para auxiliar na gestão de processos.

Perspectiva Aprendizado e Crescimento: Dentre as quatro essa é que se caracteriza por ser intangível, porém tem alto grau de importância no contexto organizacional. Tem como objetivo a formação e disseminação da cultura e do aprendizado interno da organização. Serve como termômetro para as outras três perspectivas do BSC.

Vejamos alguns exemplos práticos nesse modelo:

Fonte: Modelo Proposto Sadig BI

Não há, portanto como não alinhar seus objetivos à sua estratégia e com indicadores bem definidos que monitorem a performance de seus processos e ações. Sem uma cultura que proporcione essa maturidade e sem o envolvimento dos gestores não há como obter sucesso.

Logo abaixo cito alguns passos que podem contribuir para uma gestão de indicadores em BSC:

Outro ponto vital para que uma gestão de indicadores em BSC se consolide e tenha sucesso, e é de suma importância que toda a organização tenha conhecimento claro da estratégia traçada e dos objetivos a serem alcançados. Isso faz com que cada área se envolva ao plano empresarial e que todos possam falar a mesma língua com bases sustentáveis.

Se sua empresa já estabeleceu essa cultura e já tem sua estratégia com objetivos bem definidos, o que está esperando para iniciar um projeto de Balanced Scorecard?

É isso aí…

Abraços.
E até o próximo artigo…

Referências Bibliográficas:
KAPLAN, Robert S.; NORTON, David P. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard 4º ed. Rio de Janeiro : Campus,1997. 344p.


agosto 8, 2011 Posted by | Dicas, Gerenciamento, Planejamento, Projetos | Deixe um comentário

Incubator 2.0: A Silicon Valley Success Story


Font: fbfund Blog


A Silicon Valley Success Story (and a plug for StartupVisa.com)

Now that the fbFund REV social incubator program has wrapped up, i thought i’d post some slides from a talk i’ve been doing recently. The talk is about our experience at fbFund REV, and about incubator programs in general, as well as some lessons learned from what worked (& what didn’t).
We were very fortunate to have people speak at fbFund REV who’ve been involved in other successful incubators Paul Graham and Jessica Livingston ofY Combinator, and Brad Feld who works with David Cohen at TechStars. Along with our other mentors, i’d like to thank them personally for their leadership & guidance in helping us come up with best practices for REV that i believe led to our greater success. And best of luck to both YC & TechStars companies as well as fbFund REV!

At the end of the presentation i’ve also included some info on StartupVisa.com, and how important i think immigration is to the success of silicon valley (and the US, and the entire world). We had several fbFund companies with people from outside the US, including the “Greek geeks” atGameyola, folks from Kenya at Samasource, South Koreans at Funji, an Iraqi at Networked Blogs, and the Swiss/New Zealander team at WildFireApp. We also had invited a company called Cmune in Beijing to join our fbFund program, but unfortunately they weren’t able to attend. (i’m sure i’m forgetting several more too!)

Techcrunch Trends recently did a post about how startups are correlated with [legal] immigration, and i recently had the opportunity to spend time on our GeeksOnaPlane tour with Eric Diep, a young entrepreneur from Toronto who was the creator of the original Quizzes Facebook app. Eric is a Canadian citizen who’s faced a number of challenges in trying to get a visa to come to the US to run his startup business. At the end of the slides i appended a video interview of Eric Diep and Eric Ries, another successful tech entrepreneur. I believe they both make a compelling case for improving US policy on entrepreneur immigration, and i hope you’ll support our efforts by tweeting your support at 2Gov.org/visa.

With no further ado, here’s the presentation:



julho 31, 2011 Posted by | Dicas, Dinheiro, Financiamento, Investimento, Vídeo | Deixe um comentário

Brazil Consumer Electronic Expo


fonte:Rede Alcantara

Vai acontecer em São Paulo, de 16/08/2011 a 18/08/2011 a Brazil Consumer Eletronic Expo, em São Paulo…. Uma excelente oportunidade para verificar tendências e fechar acordos com fabricantes de eletronicos (principalmente chineses), sem sair do brazil.

Sobre o Evento
A BCEE será uma vitrine promissora para a realização de negócios, observação das tendências, aprendizado da convergência digital e dos benefícios da eletrônica verde a todos os profissionais que vierem em busca de atualização, soluções e produtos. O evento nasce representado pelas maiores empresas e marcas do mundo, produtoras de tecnologia de eletrônica de consumo, informática, entretenimento e integradoras.

Produtos e Serviços
Tecnologias emergentes – Games – Eletroeletrônicos – Imagem digital – PCs – Notebooks – Gadgets – Casa inteligente – Eletrônica verde – Wireless – Desenvolvedores de conteúdos – Literatura – Serviços

Perfil do Visitante
Redes de varejo – Magazines – Super e Hiper mercados – Atacadistas – Lojistas – Importadores e exportadores – Distribuidores – Home centers – Integradores – Mercado corporativo


julho 21, 2011 Posted by | Dicas, Eventos | Deixe um comentário

Qual a diferença entre investidor anjo, seed e venture capital? Qual a diferença entre investidor anjo, seed e venture capital?


Tungado doblog da BZPLan
Fonte: Revista Exame

Existem diversos estágios de venture capital – ou capital de risco – disponíveis para startups (empresas nascentes com alto grau de inovação e grande potencial de crescimento) brasileiras. Conheça os principais e avalie qual é mais adequado para o seu negócio. Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups à Revista Exame.

1) Angel money: os investidores-anjo procuram empresas nascentes, algumas até mesmo no campo das ideias. Eles normalmente investem entre R$ 50 mil até R$ 500 mil em startups próximas – de parentes, amigos, conhecidos ou na sua cidade – e tentam vender sua parte para investidores maiores.

2) Seed capital: é a primeira camada de investimento acima do investidor anjo, indo normalmente de R$ 500 mil a R$ 2 milhões no Brasil. Normalmente, para diluir seu risco e diversificar sua carteira, os investidores de capital semente montam fundos que captam de vários investidores, e assim conseguem aportar capital em mais empresas e maximizarem suas chances de acertarem em cheio. As empresas que eles procuram já possuem clientes, produtos definidos, mas ainda dependem de investimento para expandirem o consumo e se estabelecerem no mercado.

3) Venture capital: o termo VC vem dessa camada, e é normalmente usado para descrever todas as classes de investidores de risco. Mesmo assim, os fundos de venture capital brasileiros investem entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões em empresas que já faturam alguns milhões. Seu objetivo é ajudá-las a crescer e fazer uma grande operação de venda, fusão ou abertura de capital no futuro.

4) Private equity: fundos de private equity são responsáveis pelas operações de fusões e vendas em grandes empresas, que normalmente faturam mais que R$ 100 milhões anualmente. Nesse estágio, os investimentos envolvem quantias bem maiores que os R$ 10 milhões do VC, e por isso os investidores costumam trabalhar com empresas de capital aberto ou prestes a abrirem seu capital.

Quando um investidor se refere a uma startup “early stage”, ela provavelmente não tem um produto com receita e precisa de capital semente ou de anjos. Quando se fala “growth stage”, trata-se de uma empresa que já tem alguns milhões em receita mas precisa de capital para alavancar seu crescimento – ou seja, ela provavelmente irá procurar um venture capital.Se você está montando uma startup agora e pensa em abordar um investidor, lembre-se de focar em angels e nos fundos que trabalham com seed money. Essa informação está sempre presente no site do investidor ou mesmo nas notícias disponíveis sobre ele. Faça uma pesquisa bem feita.

Fonte: Revista Exame

Nota do Editor: Existem ainda sistemas de investimento colaborativo (CrowdFunding), que podem vir a ser uma excelente alternativa para uma grande variedade de projetos. Vale a pena dar uma olhada em http://www.ikelmart.com


junho 13, 2011 Posted by | Dicas, Dinheiro, Financiamento, Investimento, Projetos | 1 Comentário

Muhammad Yunus e o microcrédito


Fonte: Blog Economia Prática

Nos últimos anos, o sistema econômico foi regado de crédito e irracionalidade por grandes conglomerados financeiros, sendo que praticamente todos os cidadãos possuíam acesso a recursos monetários em quantidades generosas, mesmo com taxas de juros relativamente altas, o que é não é nem analisado pela população em geral, em particular a brasileira, a qual se foca no tamanho da parcela, popularmente falando: “se cabe no orçamento”. Não importava onde o dinheiro seria utilizado, nem se a pessoa contemplada com tal soma teria sustentabilidade financeira de longo prazo, afinal, o relevante era gastar, viver na bonança, honrando o estandarte do consumismo. Com o advento da presente crise, o crédito sofreu forte contração. Daí surge a conjuntura favorável para revermos nosso comportamento sobre o dinheiro, sejamos nós pessoas físicas ou jurídicas.

Como exemplo de que com pouco de faz muito, li o livro “O Banqueiro dos Pobres”, escrito por Muhammad Yunus (1). O assunto principal do livro reside na força que o ainda insipiente microcrédito (2) tem no que diz respeito à mudança de vida de pessoas, em especial, para aquelas deserdadas pela sociedade (fora do acesso ao crédito bancário convencional), por meio de uma estratégia eficaz, sem grande risco para o financiador e com grandes benefícios para os pobres.

Depois de uma passagem importante pelo meio acadêmico, Muhammad percebeu que as respostas vindas dos livros teóricos não eram aplicadas no combate à pobreza de seu país (Bangladesh). Certa vez, afirmou: “comecei a achar que minhas aulas eram uma sala de cinema onde podíamos relaxar, tranqüilizados pela vitória certa do herói”. Mirando o mundo real, verificou que em se utilizando algum meio de empréstimo, as pessoas menos favorecidas poderiam aplicar seus conhecimentos, de modo a gerar sua própria renda, aumentando sua “qualidade de vida”. Além dessa constatação, critica o Banco Mundial pela sua atitude dita superioridade organizacional: “a contratação de grandes cérebros não se traduz necessariamente em políticas e programas que ajudam as pessoas, particularmente os pobres. De que adianta serem eles os melhores do mundo, se pairam acima das nuvens e não conhecem a vida terrena? O Banco Mundial devia contratar pessoas que entendessem o pobre e a sua vida. Esse conhecimento tornaria esta instituição mais útil do que é atualmente”. Essa é uma verdade que atormenta a instituição, que passa por uma crise de existência, já tratada em diversos periódicos econômicos como The Economist, Global Finance e Business Week. Várias outras características como a primazia de empréstimos às mulheres, por meio da formação de grupos de entre – ajuda; estrutura bancária com estipulação de princípios flexíveis ao local onde a agência está instalada, e ausência das burocracias presentes no sistema geral são pilares de uma nova face em relação ao que pode ser feito para mitigar a pobreza em nível municipal, regional e mundial.

Indubitavelmente, indico esse livro para as pessoas que buscam conhecer uma atividade posta em prática não somente em Bangladesh, mas também em cerca de 140 países ao redor do mundo (3). Ele demonstra que o pobre não é inferior em capacidade criativa a qualquer outro cidadão de posição superior no estrato da pirâmide social, e que ele necessita sim de um suporte financeiro, mesmo que ínfimo para os parâmetros monetários comuns, por fim vencendo os grilhões e preconceitos inerentes aos nossos juízos de valor, calcados mais em lendas do que em dados concretos.(1) O Comitê norueguês contemplou Muhammad Yunus e seu Banco Grameen, com o Nobel da Paz em 2006, pelo seu esforço no desenvolvimento econômico vindo das camadas mais baixas da sociedade.(2) A história do microcrédito remete ao século XVIII.

Para maiores informações, acesse o link http://www.gdrc.org/icm/ em inglês. Caso necessárias traduções (alguns artigos, por questão acadêmica), requisite por e-mail ao colunista.

Autor MATHEUS PACINI
MARÇO 11, 2009


junho 3, 2011 Posted by | Dicas, Dinheiro, Texto | Deixe um comentário

Helping Women Entrepreneurs Get Angel Capital


Fonte: Small Business Trends

The relative difficulty that women entrepreneurs have in finding financing for their businesses has long been a topic of concern. Now a new project is aiming to improve women’s access to capital by mentoring and training women to become angel investors and eventually fund other women’s companies.

Pipeline Fund, a social venture fund founded by Natalia Oberti Noguera that invests in women-led for-profit social ventures, recently launched its Pipeline Fund Fellowship, the New York Times reports. The Pipeline Fund Fellowship will train women philanthropists to become angel investors through education, mentorship and practice.


The 10 women fellows will learn about due diligence, term sheets, valuations, board governance, and other aspects of evaluating a company for investment. They will each be matched with an experienced angel investor, including both men and women, to serve as a role model. Finally, they’ll apply what they learn to real life; at the end of the program, the entire group will select a women-owned social venture to receive a $50,000 investment.

Oberti Noguera, whose website describes her as dedicated to improving the visibility of female changemakers in the media, told the Times she launched the Fellowship to improve funding options for women and help address the lack of women in venture capital.

The 10 fellows (you can view the full list at the Pipeline website) come from a diverse range of industries. Each fellow pays $1,000 for the program and also commits to investing $5,000 toward the overall $50,000 investment in the chosen startup.

I think the low amount of capital needed to participate in the fellowship is one of its best features since it opens the program to women who might not otherwise participate. As women, too often we achieve success in business without fully understanding the details of finances. We leave it to someone else, or we’re shy about asking how certain elements of financing really work for fear of admitting our ignorance. And for many women, talking about money openly just “isn’t done.” (One fellow interviewed by the Times noted that, although women business owners often network and seek advice from each other, the one area they are still reluctant to discuss with each other is financing, raising capital and investing.)

Getting more women involved in angel capital can only be a good thing. One of the benefits of obtaining an angel investor is not just the money, but the experience and mentorship an angel can bring to your business. Angels typically have some experience in the industries they invest in, so their advice and guidance can be especially meaningful to an entrepreneur. If your angel is a woman who’s been through the same kinds of startup and growth challenges you have, so much the better. Angels who can relate to the women heading companies they invest in will be uniquely poised to help them grow.

Times author Adriana Gardella will be following the progress of the fellows as they go through the program.

– Posted using BlogPress from my iPad

Location:R. José Garib,Colombo,Brasil

abril 24, 2011 Posted by | Dicas, Projetos | | Deixe um comentário

I Seminário de Empreendedorismo e Inovação do IFPR


Fonte: IkelMart funding Page

Data: 26 de novembro de 2010

Horário: 08:30h às 12:00h e das 14:00h às 18:00h.

Local: Auditório da Reitoria do IFPR em Curitiba

O Evento abordará temas de grande interesse, conforme programação neste link.

Trata-se de uma iniciativa que tem como objetivo a inserção da cultura desses temas nas

atividades acadêmicas da instituição, visando fomentar o desenvolvimento de projetos de

pesquisa aplicada em parceria com os diversos setores produtivos.

Mais informações com:

Pró-Reitoria de Interação com a Sociedade
Instituto Federal do Paraná


novembro 24, 2010 Posted by | Dicas, Eventos | Deixe um comentário

Não caiam na farsa da OI TV


fonte: Neoplace Blog

A OI fez o primeiro contato, e ofereceu o serviço, no valor de 49,90 mensal. Garantiram que não haveria cobrança pela instalação e marcaram a data (que, obviamente, não foi respeitada)

 

Algum tempo depois apareceram dois técnicos, que se bateram a beça e acabaram indo embora sem concluir o serviço (embora tivéssemos inclusive a planta elétrica e de fios da casa em mãos). Prometeram voltar sem falta no outro dia.

 

No outro dia, pela manhã, um dos técnicos apareceu… Mas apenas para pegar a prancheta que havia esquecido. Segundo ele, a “equipe” de instalação estava vindo atrás. Afirmou que: -só haviam parado para abastecer o carro, mas já estão chegando.” Foi embora com a prancheta embaixo do braço, e nunca mais deu notícias. A “estória” da equipe que estava chegando era apenas uma mentira… Uma picaretagem para ir embora sem qualquer outra explicação.

 

Uma semana depois apareceu outro instalador, que não sabia nada dos dois primeiros. Segundo fiquei sabendo, alguns destes “técnicos” fazem diversas visitas, e só executam e anotam as extremamente fáceis. As outras, simplesmente deixam de lado; O objetivo: Preencher o maior número de visitas no relatório, cumprindo a cota e aumentando os rendimentos, em detrimento do cliente… A boa e velha “cultura corporativa”.

 

O segundo técnico, embora com boa vontade, não tinha equipamentos e material para as instalações (sequer conectores de parede, ou um testador digital de cabo). Ficou horas para conseguir instalar a antena sozinho, e no final (quase a noite) não conseguia passar o fio da antena para sala de televisão. Sugeriu instalar no terraço (primeiro quarto, que nunca é utilizado),  para que eu depois solicitasse a mudança de ponto diretamente para OI. Garantiu que nenhuma taxa adicional seria cobrada (apenas se fosse feita a solicitação na primeira semana após a instalação). Aceitei.

 

alguns dias depois liguei para OI, para solicitar a mudança. Após uns 20 minutos, consegui falar com a atendente, que informou que haveria uma taxa adicional de R$80,00 pela mudança de ponto (não sem tentar passar aquela velha história de que APENAS a assinante poderia pedir a mudança de ponto). Reclamei, pois tal taxa (adicional) não havia sido informada pela OI, no primeiro contato, ou pelo tecnico, na instalação. A ligação caíu.

 

Liguei e e expliquei tudo novamente (+ 20 minutos), fui transferido (+10 minutos) e finalmente falei com a atendente Gislaine (+ 50 minutos (!!!), que anotou a reclamação e a quem solicitei a mudança de ponto (marcada para quarta-feira (dia 10/02/2010) pela manhã.  Protocolo de atendimento: 201040557868

 

O “Serviço de Atendimento ao Cliente” ligou várias vezes, e em todas informou que o “tecnico” estava vindo. O prazo final seria 5a-feira, depois do carnaval, pela manhã (hoje).  Tentei ligar pela manhã, sem sucesso… Ligo novamente as 13:06pm. Caio na URA. As 13:18 consigo falar com a atendente. Luciana. Explico a situação. A atendente escuta tudo, e no final diz que vai transferir a ligação. Depois de 5 minutos, cai a ligação.As 13:26 consigo ligação. Protocolo 201040671044. A atendente- Aridiane – informa que terá equipe disponível no sábado. Pergunto da que fora prometida pra hoje; A atendente não soube informar e disse que a empreiteira simplesmente cancelou a data (??) e não me informou (para que informar o palhaço que está aguardando o atendimento, não?) Peço que cancelem o contrato,  em razão do péssimo atendimento (observem que a primeira fatura já veio e o serviço nunca foi utilizado (está instalado no quarto de hóspedes)). A atendente informa que o cancelamento irá custar R$220,27 (!!)  Peço o nome da supervisora (Ana Carolina), mas a atendente informa que ela não irá (!!) entrar em contato.

 

Aguardando cenas do próximo capítulo

fevereiro 18, 2010 Posted by | Dicas, Piores Prestadores de Serviço | | 3 Comentários

Inscrições para o Prêmio Inovar vão até 13/11


fonte: FINEP

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Na segunda-feira (28/9) foi lançado, em São Paulo, o Prêmio Inovar, mais uma ação de estímulo à promoção da excelência na gestão de fundos de venture capital capitaneada pela FINEP. As inscrições estarão abertas até o dia 13 de novembro. “Reconhecer que o capital de risco é, hoje, uma realidade em franca ascensão e premiar os protagonistas desse processo são os nossos desafios”, disse Patricia Freitas, superintendente da Área de Investimentos da FINEP, na abertura do evento.

Estiveram presentes o diretor de Inovação da FINEP, Eduardo Costa, e representantes de instituições parceiras do Prêmio, como o presidente da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), Luiz Eugênio Figueiredo, o especialista Setorial do Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID/FUMIN), Luciano Schweizer, e o diretor Adjunto da Unidade de Projetos Editorais do jornal Valor Econômico, Carlos Raices. O Prêmio conta, ainda, com o apoio institucional dos Investidores Parceiros Inovar e da revista Valor Financeiro.

São três as categorias: Governança, Equipe e Operação. Estão aptas a participar empresas gestoras de fundos, constituídos, no mínimo, há dois anos, segundo as instruções CVM 209 ou 391, e que sejam não-proprietários e não-exclusivos, ou seja, fundos que não possuam mais de 50% das cotas pertencentes a um único investidor, e que tenham em seu regulamento a obrigatoriedade de investir em mais de uma empresa. Os interessados devem responder a um formulário, disponível no seguinte endereço: http://www.finep.gov.br/premioinovar. As respostas deverão ser enviadas em um único arquivo no formato pdf para o e-mail premioinovar@finep.gov.br,  respeitando o limite de três megabytes por arquivo. 

As firmas gestoras poderão realizar mais de uma inscrição nas categorias Governança e Equipe para diferentes fundos em atividade, e na categoria Operação para diferentes operações de investimento e desinvestimento em uma empresa, realizadas por um mesmo fundo ou por fundos diversos. Em todos os casos, existe a necessidade de envio de arquivos individuais para cada inscrição. Em todos os casos, existe a necessidade de envio de arquivos individuais para cada inscrição.

A comissão organizadora do Prêmio INOVAR 2009  realizará  uma pré-qualificação  de todas as propostas inscritas, com caráter eliminatório. Nesta etapa, serão verificados o envio correto do arquivo e as respostas completas a todas as perguntas do questionário de inscrição, bem como o atendimento às condições de participação.

As propostas pré-qualificadas serão avaliadas nos dias 25 e 26 de novembro por uma comissão julgadora composta por dois representantes da FINEP, um representante de cada um dos Investidores Parceiros Inovar, um representante do Jornal Valor Econômico e dois representantes externos convidados, com ampla experiência na indústria de venture capital e private equity.

A cerimônia de lançamento foi encerrada com a participação do violonista Turíbio Santos, que executou canções clássicas e populares.

outubro 5, 2009 Posted by | Dicas, Dinheiro, Editais, Eventos, Financiamento | Deixe um comentário