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Brasil e EUA: parceiros de inovação


Representantes de empresas e governos do Brasil e dos Estados Unidos deram início, nesta quinta-feira (12), a um acordo de cooperação que visa incentivar a inovação no setor privado de ambos os países. Trata-se do documento “Chamada para a Ação”, um plano bilateral, de longo prazo, que buscará impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras entre as empresas. O projeto envolve três frentes: companhias privadas, universidades e governos das duas nações. Entre as medidas, que foram anunciadas durante o I US Brazil Innovation Summit, em Brasília, está a criação de um sistema para identificar como a inovação é vista e trabalhada dentro das companhias. “Falar de inovação é pensar os talentos dentro das empresas, financiamentos para inovar, qualificação da infra-estrutura física e aprimoramento da propriedade intelectual”, relata Fernando Mattos, diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

No evento, foram debatidas mudanças no conceito de inovação – que, nos últimos anos, passou a ser multisetorial e deixou de ser restrito à área tecnológica. Entre os exemplos citados estão setores como agricultura, energia e indústria têxtil. “A capacitação nesse sentido (inovação) está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico, social e tecnológico”, justifica Mattos. O I US Brazil Innnovation Summit foi promovido pelo MBC, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Conselho de Competitividade Americano – Council on Competitiveness (CoC).

Segundo Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do MBC, as áreas mais beneficiadas pela parceria entre EUA e Brasil deverão ser as de biotecnologia, genética e as tecnologias digital, atômica e agrícola. “As possibilidades são ilimitadas”, destaca Gerdau. A presidente do CoC, Deborah Wince-Smith, compartilha da opinião de Gerdau – e alerta para a necessidade de investimento no registro de patentes. “A proteção à propriedade intelectual é fundamental para o desenvolvimento da competitividade inovadora”, ressalta ela. (Tércio Saccol)

Confira, abaixo, as cinco ações definidas no documento “Chamada para a Ação”:

  •  Estabelecer nos próximos dois anos um projeto conjunto para criar um novo “Índice de Inovação e Competitividade para as Américas”, que contribuirá para um benchmark das principais medidas de performance e crescimento econômico.
  •  Em 2008: criação de uma força-tarefa para identificar as barreiras regulatórias, legais, e tarifárias, entre outras, para investimentos e colaboração em áreas de pesquisa de ponta
  •  Em 2009: estabelecer um “Mapeamento das Inovações e Reformas Regulatórias” para medir o progresso do crescimento com base na inovação e colaboração.
  •  Estimular o intercâmbio entre CEOs dos Estados Unidos e Brasil, em atividades e projetos do MBC e Conselho Americano de Competitividade.
  •  Planejar a 2ª edição do Seminário de Inovação entre Brasil e Estados Unidos em 2009.
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julho 16, 2007 - Posted by | Notícias

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