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Telecentros viram canal de distribuição


fonte: Wikirus

Um dos grandes desafios dos telecentros, centros públicos de acesso à internet, é a sustentabilidade. A Associação de Telecentros de Informações e Negócios(ATN) quer transformar os centros criados em um projeto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em canais de distribuição de produtos e serviços para pequenas empresas.

“Com a Caixa Econômica, queremos transformar os telecentros em correspondentes bancários, levando microcrédito aos empreendedores”, afirmou ontem (13/11/2006) José Avando Souza Sales, presidente da ATN, durante evento organizado pelo Peabirus. Ele assinou um acordo com a Totvs, empresa de sistemas de gestão empresarial, que venderá seu software para pequenas empresas como serviço nos telecentros.

Outros parceiros são a AMD, fabricante de processadores, a WebAula, empresa de ensino à distância, e a Universidade Metropolitana de Santos (Unimes). O Banco Fibra criou uma linha de crédito de R$ 1 milhão para aquisição de equipamentos, que será oferecida via telecentros. Em novembro, havia 2.150 telecentros de informação e negócios, no projeto do MDIC. A meta era chegar a 3 mil até o fim do ano, mas o governo teve que paralisar a distribuição de computadores por causa da lei eleitoral.

Os telecentros que integram a ATN são uma parceria do MDIC com entidades locais. O ministério oferece 10 computadores usados, em funcionamento, para os projetos aprovados, e treinamento para os gestores. Um telecentro em um grande centro, como São Paulo, precisa de cerca de R$ 4,5 mil mensais para se sustentar. Em cidades menores, os gastos por mês podem ficar entre R$ 2 mil e 2,5 mil. Os telecentros terão uma comissão sobre a venda de produtos e serviços, que irá auxiliar na sua sustentabilidade.

A ATN é uma das redes do Peabirus, serviço de comunidades de conhecimento e negócios na internet. O Peabirus anunciou ontem um acordo com o iG Empresas, que irá oferecer serviços como hospedagem, voz sobre internet, correio eletrônico e videoconferência para os integrantes da comunidade.

Somente 8% das 4,9 milhões de microempresas registradas no Brasil têm acesso à internet, segundo o MDIC. Além disso, existem cerca de 10 milhões de empreendedores que não participam do mercado formal. “Com os telecentros, podemos atingir todo esse universo e até auxiliar as empresas a virem para a formalidade”, afirmou Avando.

A WebAula vai vender cartões de R$ 15 nos telecentros. Cada um deles dará direito a um curso via internet em áreas como informática e gestão. A Caixa está com um projeto piloto de correspondente bancário em cinco telecentros. A AMD também tem um piloto, na cidade de Socorro (SP), em que o telecentro funciona como ponto de venda de computadores.

Renato Cruz

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novembro 16, 2006 - Posted by | Notícias

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