Projetos

Gerenciamento de Projetos

Projeto incentiva produção nacional de software


fonte: Agência de Notícias da Câmara Federal
18/10/2006 8h28

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7417/06, do deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), que prevê incentivos à produção nacional de programas de computador e garante a proteção dos direitos autorais do criador de softwares. Pelo projeto, órgãos ou entidades da administração pública federal deverão utilizar, preferencialmente, programas produzidos no Brasil. Nos casos em que for necessário criar o programa, a contratação de mão-de-obra brasileira também receberá incentivo.
O projeto dá prioridade às empresas brasileiras de software nos financiamentos concedidos por instituições federais para investimentos em ativo fixo e compra de programas de computador. Essas empresas poderão deduzir do Imposto de Renda despesas com pesquisa e desenvolvimento. Além disso, seus bens destinados ao ativo fixo terão depreciação acelerada (redução de seu valor), o que reduzirá o imposto pago.
Para receber os incentivos, as empresas precisarão se adequar à Lei de Incentivos Fiscais (8248/91) e investir mais de 5% do faturamento bruto no mercado local em pesquisa ou em programas governamentais de inclusão social. Do total investido, 2% deve ser aplicado em convênios com universidades, sendo que metade desse valor precisa beneficiar entidades sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. Os recursos aplicados em projetos de inclusão social deverão ocorrer apenas nessas regiões.
Segundo a proposta, as entidades da administração pública federal deverão adquirir softwares e hardwares separadamente, por meio de licitação do tipo técnica e preço.

Déficit comercial
Marcondes Gadelha informa que a proposta foi elaborada a partir de um exame aprofundado do mercado de software no Brasil. Esse estudo foi realizado no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, que promoveu no ano passado um seminário sobre o assunto. “Das contribuições recebidas no evento ficou evidenciada a necessidade de se oferecer ao País uma lei que consolidasse o entendimento quanto ao papel do software em nossa indústria, seja como mercadoria a ser diretamente oferecida ao consumidor, seja como insumo intermediário nos processos industriais”, afirma o parlamentar.
Atualmente, o Brasil apresenta um déficit de US$ 1,2 bilhão na balança comercial de softwares. Mesmo assim, o mercado de programas de computador cresce a uma taxa média anual de 11% e oferece cerca de 150 mil empregos diretos.

Tramitação
O projeto será analisado por uma comissão especial integrada pelas comissões de Educação e Cultura; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será submetido ao Plenário.

Leia mais:
Projeto garante proteção a direitos autorais

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outubro 18, 2006 Posted by | Notícias | Deixe um comentário

Citação


“A estratégia é a ciência do emprego do tempo e do espaço. Sou menos avaro com o espaço do que com o tempo. O espaço pode ser resgatado. O tempo perdido, jamais”

Napoleão Bonaparte

outubro 18, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Incubadoras catarinenses receberão R$ 1,3 milhão da Finep


Fonte: Revista Amanhã
17 de outubro de 2006
enviado por Evelyn Thais de Almeida

Incubadoras de Santa Catarina conseguiram incluir dois projetos de capacitação e desenvolvimento de empresas de tecnologia no Programa Nacional de Incubadoras – como é conhecida a linha de financiamento específica para o setor disponibilizada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A partir de agora, ambas receberão uma verba aproximada de R$ 1,3 milhão a fundo perdido nos próximos dois anos para implementar projetos voltados à ampliação da competitividade das empresas de base tecnológica no Estado. Os projetos serão tocados por meio de um consórcio liderado pelas incubadoras Celta, de Florianópolis, e Instituto Gene, de Blumenau. De acordo com o professor Carlos Eduardo Bizzotto, coordenador da Rede Catarinense de Entidades Promotoras de Empreendimentos Tecnológicos (Recepet), o convênio deve ser assinado entre outubro e novembro e os recursos começam a ser liberados em dezembro. “Os projetos tornarão as empresas de tecnologia de Santa Catarina mais competitivas”, argumenta.

Um dos projetos é o “Rota da Inovação de Santa Catarina: promovendo a ampliação da competitividade e do índice de sucesso das empresas”, que foi apresentado pelo Instituto Gene em parceria com a Softville (Joinville), JaraguáTec (Jaraguá do Sul) e GTEC (Rio do Sul). A proposta consiste em criar uma “rota de inovação” entre as quatro cidades envolvidas, de modo suas respectivas incubadoras consigam se integrar com os Arranjos Produtivos Locais (APLs) e núcleos de inovação das universidades locais. “Vamos fazer com que as inovações que surgem nas instituições de ensino possam ser apropriadas pelos APLs e apoiadas pelas incubadoras, para beneficiar e integrar as estratégias dessas três frentes – que hoje trabalham de forma isolada”, detalha Bizzotto.

O outro consórcio, liderado pela incubadora Celta, apresentou o projeto “Plataforma Cooperativa para Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica de Alta Competitividade e Valor de Mercado”. A idéia é implementar uma série de serviços de suporte às empresas, visando alavancar seu crescimento. “Será uma grande troca de experiências para ajudar as companhias a identificar e aproveitar oportunidades de mercado, fornecer suporte na área de gestão, marketing e finanças, entre outros aspectos”, explica José Fiates, superintendente de inovação do Celta. Segundo ele, o projeto vai beneficiar cerca de 100 empresas. Hoje, as incubadoras catarinenses reúnem 160 empreendimentos que geram cerca de 1,3 mil empregos e faturam, em conjunto, cerca de R$ 65 milhões ao ano.

(Cinthia Andruchak)

outubro 17, 2006 Posted by | Dicas | Deixe um comentário

Chamada Pública MCT/FINEP/SUBVENÇÃO ECONÔMICA À INOVAÇÃO – 01/2006


Publicação da chamada pública da Finep à Subvenção econômica de Projetos.
Para adicionar ao seu calendário, clique abaixo:
 

Eventos     Datas     
  • Lançamento da Chamada Pública     06/09/2006     
  • Disponibilidade do formulário – FAP     14/09/2006     
  • Data final para envio eletrônico das propostas*     23/10/2006     
  • Data final para envio das cópias impressas**     24/10/2006     
  • Divulgação do resultado final*     A partir de 11/12/2006     
  • (*) O horário para envio da versão eletrônica na data limite para apresentação das     
  • propostas é até às 18h (Horário de Brasília)     
  • (**) será considerada a data de postagem pela Empresa de Correios e Telégrafos ou a     
  • data do protocolo de entrada na FINEP.     

Link para o edital completo.

outubro 17, 2006 Posted by | Editais | Deixe um comentário

Sebrae lança programação da Feira do Empreendedor


Fonte: Diario de Natal
11/10/2006

Marco Polo/DN
Um café da manhã ontem, na sede da entidade, apresentou os detalhes do evento, que acontece dentro da Festa do Boi

Quem quer ter um dinheirinho extra no fim do mês ou precisa de conhecimento para melhorar seu negócio terá bons motivos para visitar o Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, na próxima semana. Lá, entre os dias 17 e 21 deste mês, o Sebrae/RN vai promover a segunda edição da Feira do Empreendedor, que trará minicursos, oficinas e palestras – sempre com entrada gratuita.

A Feira do Empreendedor será promovida dentro da Festa do Boi (iniciada a partir do próximo sábado) e se tornará a sede provisória do Sebrae/RN, uma vez que o prédio da instituição em Natal ficará fechado durante o evento. Nas seis salas que dividem os cinco mil metros quadrados do stand da feira, as palestras e minicursos serão iniciados às 16h e entram pela noite. E, embora toda a programação seja gratuita, para ter acesso à estrutura do Sebrae é preciso pagar a entrada da Festa do Boi, que custa R$ 2.

Entre os minicursos, estão atividades de complementação de renda, como artesanato de bijuterias, customização de roupas, encadernação e customização de roupas. Já as palestras são voltadas para a área de gestão, sob temas como noções trabalhistas e tributárias e planejamento estratégico. Ao todo serão 92 palestras sobre empreendedorismo, perfazendo 42 temas para 5,5 mil participantes. Outras 1,8 mil pessoas serão atendidas nas 95 oficinas e minicursos. Durante a feira, serão instaladas, ainda, unidades produtivas, que simularão negócios reais, mostrando como eles funcionam. São elas: padaria, com demonstração de panificação e confeitaria; cultivo de tilápia; cortes especiais de caprinos, ovinos e peixes; e criação de caprinovinos.

Os interessados em participar devem inscrever-se no site do Sebrae (www.rn.sebrae.com.br) até a próxima sexta-feira. Após esse prazo, as inscrições serão feiras na hora do evento, de acordo com a ordem de chegada.

outubro 11, 2006 Posted by | Dicas | Deixe um comentário

Marketing Viral


Estava vendo aqui a evolução dos posts dobre a Cicarelli e envios do tal vídeo por email… Estranhei a notícia de que ela havia perdido um contrato em razão do ocorrido. Ao que parece, o pessoal do marketing do tal contrato não conhece a relação histórica entre crise/oportunidade e sequer acompanha uma “onda” mais atual sobre o cada vez mais conhecido “Marketing Viral”. Sem muito esforço, consigo imaginar pelo menos uma dúzia de maneiras diferentes de alavancar o ocorrido.

Definição de Marketing Viral: http://en.wikipedia.org/wiki/Viral_marketing

from [Dicas-L]

Este é um termo novo e ainda pouco conhecido, mas que já é alvo dos marketeiros pelo mundo afora.

Marketing viral, em outras palavras, é a boa e velha propaganda de boca, só que no contexto da Internet.

Veja o caso do Tourist Guy, onde foi feita a montagem de um turista no topo de uma das torres do World Trade Center com o avião chegando por trás. A foto foi feita como gozação mas se espalhou pelo mundo inteiro.Existem até alguns sites dedicados ao assunto como http://www.touristofdeath.com.

Por muito tempo se pensou que a vítima da montagem fosse um brasileiro, José Roberto Penteado, de Campinas. Recentemente se descobriu que o Tourist Guy na verdade é húngaro. A descoberta foi relatada no endereço http://64.224.191.180/touristguy/found.html,  onde o real tourist guy aparece em outras fotos, sem o avião e em outros lugares na torre do World Trade Center. Ao final desta mensagem incluo links para alguns artigos sobre o assunto.

Outro exemplo interessante é de uma empresa de contabilidade americana. No serviço de atendimento telefônico, a voz na secretária eletrônica anunciava: disque 1 para falar com nosso atendimento ao cliente, disque 2 para falar com não sei quem. No último número colocaram: disque 9 para ouvir um pato. O que começou como brincadeira, quem ia pensar que alguém ia ouvir a mensagem até o final, tomou proporções gigantescas. A notícia se espalhou pela Internet e eles chegaram a receber alguns milhões de ligações de pessoas que queriam ouvir um pato grasnar. O sistema telefônico da empresa entrou em colapso, mas eles aumentaram substancialmente a sua carteira de clientes.

Um terceiro caso, também muito engraçado, é de uma homepage pessoal, de Mahir Cagri, da Turquia, no site da Geocities. A sua homepage tinha a mensagem “Welcome to my homepage! I Kiss You!!!!!” e passava a impressão de uma pessoa carente sentimentalmente e desesperada por fazer novas amizades com o sexo feminino. A página contém imagens de Mahir e descreve seu estilo de vida em um inglês sofrível: “I like to take foto-camera (amimals, towns, nice nude models and peoples…)”. Mais uma: “I like sex” e ainda outra: “Who is want to come TURKEY I can invitate … She can stay my home.” Infelizmente esta página não existe mais.

Esta página recebeu mais de um milhão de hits e foi um sucesso instantâneo. Um sucesso que muita empresa busca gastando baldes de dinheiro com marketing e não consegue.

Estes exemplos acima são involuntários, mas que geraram dividendos de algum tipo para os envolvidos. Para qualquer empresa tal propaganda gratuita é um verdadeiro achado. A questão é como achar o tom certo, que faça com que a mensagem seja reenviada de um para outro.

Eu peguei uma carona, também involuntariamente, na estratégia de marketing viral do filme Inteligência Artificial, de Steven Spielberg. No site do filme, em http://aimovie.warnerbros.com/, tem um programa de inteligência artificial chamado “Alice”, que é capaz de manter uma conversa bem agradável com seus interlocutores. Este pequeno robo atraiu centenas de milhares de pessoas para o site do filme, garantindo uma divulgação de boa qualidade e inteiramente grátis, visto que até o software usado é livre e gratuito.

Eu escrevi um artigo sobre o site e transcrevi uma parte de uma conversa que tive com a Alice. Parece que esta mensagem caiu nas graças dos assinantes da lista e em alguns dias o número de assinantes da Dicas-L cresceu de forma inusitada. Este fenômeno eu já tinha notado. Sempre que veiculo alguma mensagem sobre algum tema polêmico, como Windows x Linux e coisas do genero, a mensagem tende a ser duplicada com grande velocidade, gerando novos assinantes e publicidade para a lista.

Links:

Internet e Turista Acidental Mora em Campinas http://www.cosmo.com.br/cpopular/materias/2001/11/5/mat1471.shtm

Site Tourist Guy http://www.touristguy.com/

A revista Wired publicou um artigo onde anuncia a identidade do turista no WTC, José Roberto Penteado, de Campinas, Brasil e comenta sobre outros casos semelhantes, inclusive o de Mahir Cagri, da Turquia. http://www.wired.com/news/conflict/0,2100,48225,00.html

Sobre o Mahir: I Kiss You!!!!! http://www.salon.com/tech/log/1999/11/04/mahir/

outubro 9, 2006 Posted by | Texto | Deixe um comentário

Administrar o Tempo é Planejar a Vida



NOTA: Este artigo é resumo, feito em 1998, de um livreto, Administração do Tempo, que escrito em 1992 por Eduardo O C Chaves. Embora trate somente da administração efetitiva do tempo, não fazendo referências explícitas ao Gerenciamento da Atenção – (que atualmente é tão importante quanto a necessidade da gerenciamento do tempo – mas muito muito menos evidente e conhecido) – é leitura obrigatória a todos aqueles que procuram maior organização e efetividade em suas vidas e carreiras.

Geralmente quem escreve sobre administração do tempo não o faz porque seja especialista na questão, mas, sim, porque quer aprender mais sobre o assunto. Pelo menos foi esse o meu caso. Vou relatar aqui algumas de minhas descobertas, como roteiro para a leitura do quarto texto.

1) Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade: é uma questão de saber definir prioridades. Provavelmente (numa sociedade complexa como a nossa), NUNCA vamos ter tempo para fazer tudo o que precisamos e desejamos fazer. Saber administrar o tempo é ter clareza cristalina sobre o que, para nós, é mais prioritário, dentre as várias coisas que precisamos e desejamos fazer – e tomar providências para que essas coisas mais prioritárias sejam feitas, sabendo que as outras provavelmente nunca vão ser feitas (mas tudo bem: elas não são prioritárias).

2) Dentre as coisas que vamos listar como prioritárias, algumas estarão ali porque nos são importantes, outras porque são urgentes. Imagino que algo que não é NEM importante NEM urgente não estará na lista de ninguém. E também sei que na lista de todo mundo haverá coisas que são IMPORTANTES E URGENTES. Não resta a menor dúvida de que estas coisas devem ser feitas imediatamente, ou, pelo menos, na primeira oportunidade. Poucas pessoas questionarão isso. O problema surge com coisas que consideramos importantes, mas não urgentes, e com coisas que são urgentes, mas às quais não damos muita importância.

3) Digamos que você considere importante ficar mais tempo com sua família. Por outro lado, você tem que trabalhar x horas por dia. Se o seu trabalho é mais importante do que ficar com a sua família, o problema está resolvido: você trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência familiar. Mas e se o trabalho não é mais importante para você do que a convivência familiar? Neste caso, provavelmente o trabalho é urgente, no sentido de que tem que ser feito, pois doutra forma você vai ser despedido (ou perder clientes, se for autônomo ou empresário) e vai ter dificuldades para manter sua família (embora, sem trabalho, provavelmente vai poder passar mais tempo com ela…). Aqui o conflito é entre o importante e o urgente – e é aí que a maior parte de nós se perde, e por uma razão muito simples: algumas das tarefas que temos que realizar não são selecionadas por nós, mas nos são impostas. Isto é: não somos donos de todo o nosso tempo. Não temos, em relação ao nosso tempo, toda a autonomia que gostaríamos de ter. Quando aceitamos um emprego, estamos, na realidade, nos comprometendo a ceder a outrem o nosso tempo (e, também, o nosso esforço, a nossa capacidade, o nosso conhecimento, etc.). Este é um problema real e de solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo.

4) Acontece, porém, que geralmente usamos mal o tempo que dedicamos ao trabalho (e, por isso, temos que fazer hora extra ou trazemos trabalho para casa), ou mesmo o tempo que passamos em casa. Usar mal QUER DIZER que muitas vezes usamos o nosso tempo para fazer o que não é nem importante nem urgente, mas apenas algo que sempre fizemos, pela força do hábito. Alguém me disse, quando eu era criança, que a gente nunca deveria abandonar a leitura de um livro, por pior que ele fosse. Que bobagem! Mas quanto tempo desperdicei terminando de ler coisa que de nada me serviu por causa desse conselho! Uma vez me peguei dizendo à minha família que não poderia fazer algo (não me lembro o quê) domingo de manhã porque precisava ler os jornais. Eu lia, religiosamente, a Folha e o Estado aos domingos de manhã (sinto muito, folks: há tempo que não freqüento escola dominical). Lia por hábito. Achava que um professor tem que se manter informado. Mas quando disse que “precisava” ler os jornais me dei conta de que realmente não precisava lê-los. O que é de pior que poderia me acontecer se eu não lesse os jornais, me perguntei. NADA, foi a resposta que tive honestamente que dar. Se houver algo importante nos jornais provavelmente fico sabendo no noticiário da TV, ou na VEJA. Mas daí me perguntei: e preciso ler a VEJA todas as semanas? Resposta: não. Existe algo que eu prefiro ler/fazer naquelas manhãs de domingo que ganhei? Claro, muitas coisas – PARA AS QUAIS EU ANTES NÃO TINHA TEMPO. Ganhei as horas dos jornais, ganhei as horas da VEJA, fui ganhando uma horinha aqui outra ali, para as coisas que eu realmente queria fazer há muito tempo e não achava tempo…

5) Administrar o tempo é ganhar autonomia sobre a sua vida, não é ficar escravo do relógio. É uma batalha constante, que tem que ser ganha todo dia. Se você quer ter a autonomia de decidir passar mais tempo com a família, ou sem fazer nada, você tem que ganhar esse tempo deixando de fazer outras coisas que são menos importantes para você. Em última instância pode ser que você até tenha que, eventualmente, arrumar um outro emprego ou uma outra ocupação.

  6) O tempo é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática que muitos dos outros recursos de que nós dependemos (como, por exemplo, a inteligência). Todos os dias cada um de nós recebe exatamente 24 horas (a menos que seja o último dia de nossas vidas): nem mais, nem menos. Rico não recebe mais do que pobre, professor universitário não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operário. Entretanto, apesar desse igualitarismo, uns conseguem realizar uma grande quantidade de coisas num dia – outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje (perdido no sentido de que não realizei nele o que precisaria ou desejaria realizar) não é recuperado depois: é perdido para sempre.

7) Há os que afirmam, hoje, que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia, não é nem mesmo inteligência: é tempo. Mas tempo se ganha, ou se faz, deixando de fazer coisas que não são nem importantes nem urgentes e sabendo priorizar aquelas que são importantes e/ou urgentes.

8 ) Quem tem tempo não é quem não faz nada: é quem consegue administrar o tempo que tem de modo a poder fazer aquilo que quer.

9) Por outro lado, ser produtivo não é equivalente a estar ocupado. Há muitas pessoas que estão o tempo todo ocupadas exatamente porque são improdutivas – não sabem onde concentrar seus esforços e, por isso, ciscam aqui, ciscam ali, mas nunca produzem nada. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai.

10) Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos). Onde quero estar, o que quero ser, daqui a 5, 10, 25, 50 anos? O segundo passo é começar a estrategiar: transformar objetivos em metas (com prazos e quantificações) e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para se chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (emprego, em geral, é fonte de financiamento), etc. Em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto de onde queremos vamos querer estar ao final do processo. Se não, troquemos de meios (procuremos outro emprego, por exemplo).

11) Mas tudo começa com uma verdade tão simples que parece uma platitude: se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá – por mais tempo que tenha.

12) Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação.

© Copyright by Eduardo Chaves

outubro 9, 2006 Posted by | Dicas, Planejamento, Texto | Deixe um comentário

Administrando o Tempo (resumo)


Geralmente quem escreve sobre administração do tempo não o faz porque seja especialista na questão, mas, sim, porque quer aprender mais sobre o assunto. Pelo menos foi esse o meu caso. Vou relatar aqui algumas de minhas descobertas, como roteiro para a leitura do quarto texto.1) Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade: é uma questão de saber definir prioridades. Provavelmente (numa sociedade complexa como a nossa), NUNCA vamos ter tempo para fazer tudo o que precisamos e desejamos fazer. Saber administrar o tempo é ter clareza cristalina sobre o que, para nós, é mais prioritário, dentre as várias coisas que precisamos e desejamos fazer – e tomar providências para que essas coisas mais prioritárias sejam feitas, sabendo que as outras provavelmente nunca vão ser feitas (mas tudo bem: elas não são prioritárias).

2) Dentre as coisas que vamos listar como prioritárias, algumas estarão ali porque nos são importantes, outras porque são urgentes. Imagino que algo que não é NEM importante NEM urgente não estará na lista de ninguém. E também sei que na lista de todo mundo haverá coisas que são IMPORTANTES E URGENTES. Não resta a menor dúvida de que estas coisas devem ser feitas imediatamente, ou, pelo menos, na primeira oportunidade. Poucas pessoas questionarão isso. O problema surge com coisas que consideramos importantes, mas não urgentes, e com coisas que são urgentes, mas às quais não damos muita importância.

3) Digamos que você considere importante ficar mais tempo com sua família. Por outro lado, você tem que trabalhar x horas por dia. Se o seu trabalho é mais importante do que ficar com a sua família, o problema está resolvido: você trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência familiar. Mas e se o trabalho não é mais importante para você do que a convivência familiar? Neste caso, provavelmente o trabalho é urgente, no sentido de que tem que ser feito, pois doutra forma você vai ser despedido (ou perder clientes, se for autônomo ou empresário) e vai ter dificuldades para manter sua família (embora, sem trabalho, provavelmente vai poder passar mais tempo com ela…). Aqui o conflito é entre o importante e o urgente – e é aí que a maior parte de nós se perde, e por uma razão muito simples: algumas das tarefas que temos que realizar não são selecionadas por nós, mas nos são impostas. Isto é: não somos donos de todo o nosso tempo. Não temos, em relação ao nosso tempo, toda a autonomia que gostaríamos de ter. Quando aceitamos um emprego, estamos, na realidade, nos comprometendo a ceder a outrem o nosso tempo (e, também, o nosso esforço, a nossa capacidade, o nosso conhecimento, etc.). Este é um problema real e de solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo.

4) Acontece, porém, que geralmente usamos mal o tempo que dedicamos ao trabalho (e, por isso, temos que fazer hora extra ou trazemos trabalho para casa), ou mesmo o tempo que passamos em casa. Usar mal QUER DIZER que muitas vezes usamos o nosso tempo para fazer o que não é nem importante nem urgente, mas apenas algo que sempre fizemos, pela força do hábito. Alguém me disse, quando eu era criança, que a gente nunca deveria abandonar a leitura de um livro, por pior que ele fosse. Que bobagem! Mas quanto tempo desperdicei terminando de ler coisa que de nada me serviu por causa desse conselho! Uma vez me peguei dizendo à minha família que não poderia fazer algo (não me lembro o quê) domingo de manhã porque precisava ler os jornais. Eu lia, religiosamente, a Folha e o Estado aos domingos de manhã (sinto muito, folks: há tempo que não freqüento escola dominical). Lia por hábito. Achava que um professor tem que se manter informado. Mas quando disse que “precisava” ler os jornais me dei conta de que realmente não precisava lê-los. O que é de pior que poderia me acontecer se eu não lesse os jornais, me perguntei. NADA, foi a resposta que tive honestamente que dar. Se houver algo importante nos jornais provavelmente fico sabendo no noticiário da TV, ou na VEJA. Mas daí me perguntei: e preciso ler a VEJA todas as semanas? Resposta: não. Existe algo que eu prefiro ler/fazer naquelas manhãs de domingo que ganhei? Claro, muitas coisas – PARA AS QUAIS EU ANTES NÃO TINHA TEMPO. Ganhei as horas dos jornais, ganhei as horas da VEJA, fui ganhando uma horinha aqui outra ali, para as coisas que eu realmente queria fazer há muito tempo e não achava tempo…

5) Administrar o tempo é ganhar autonomia sobre a sua vida, não é ficar escravo do relógio. É uma batalha constante, que tem que ser ganha todo dia. Se você quer ter a autonomia de decidir passar mais tempo com a família, ou sem fazer nada, você tem que ganhar esse tempo deixando de fazer outras coisas que são menos importantes para você. Em última instância pode ser que você até tenha que, eventualmente, arrumar um outro emprego ou uma outra ocupação.6) O tempo é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática que muitos dos outros recursos de que nós dependemos (como, por exemplo, a inteligência). Todos os dias cada um de nós recebe exatamente 24 horas (a menos que seja o último dia de nossas vidas): nem mais, nem menos. Rico não recebe mais do que pobre, professor universitário não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operário. Entretanto, apesar desse igualitarismo, uns conseguem realizar uma grande quantidade de coisas num dia – outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje (perdido no sentido de que não realizei nele o que precisaria ou desejaria realizar) não é recuperado depois: é perdido para sempre.

7) Há os que afirmam, hoje, que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia, não é nem mesmo inteligência: é tempo. Mas tempo se ganha, ou se faz, deixando de fazer coisas que não são nem importantes nem urgentes e sabendo priorizar aquelas que são importantes e/ou urgentes.

8) Quem tem tempo não é quem não faz nada: é quem consegue administrar o tempo que tem de modo a poder fazer aquilo que quer.

9) Por outro lado, ser produtivo não é equivalente a estar ocupado. Há muitas pessoas que estão o tempo todo ocupadas exatamente porque são improdutivas – não sabem onde concentrar seus esforços e, por isso, ciscam aqui, ciscam ali, mas nunca produzem nada. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai.

10) Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos). Onde quero estar, o que quero ser, daqui a 5, 10, 25, 50 anos? O segundo passo é começar a estrategiar: transformar objetivos em metas (com prazos e quantificações) e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas. O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para se chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (emprego, em geral, é fonte de financiamento), etc. Em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto de onde queremos vamos querer estar ao final do processo. Se não, troquemos de meios (procuremos outro emprego, por exemplo).

11) Mas tudo começa com uma verdade tão simples que parece uma platitude: se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá – por mais tempo que tenha.

12) Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação.

© Copyright by Eduardo Chaves

outubro 6, 2006 Posted by | Dicas, Texto | Deixe um comentário

Tempo


Neoplace Blog :

Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de $ 86.400,00.Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.

Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.

O que você faz?

Você iria gastar cada centavo, não é mesmo?

Todos nós somos clientes deste banco.

E o crédito que recebemos chama-se TEMPO.

Em todas as manhãs, é creditado para cada pessoa 86.400 segundos.

Todas as noites o saldo não usado é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.

Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.

Sem volta! Você precisa gastar bem o seu depósito diário.

De preferência no presente.

O relógio esta correndo.

Faça o melhor pelo seu dia-a-dia.

Use bem o seu tempo.

Porque para compreender o valor de 1 ano, pergunte a um estudante reprovado no exame final.

Porque para compreender o valor de 1 mês, pergunte a uma mãe que deu à luz um bebê prematuro.

Porque para compreender o valor de 1 semana, pergunte ao editor de uma revista semanal.

Porque para compreender o valor de 1 hora, pergunte aos amantes à espera do primeiro encontro.

Porque para compreender o valor de 1 minuto, pergunte a quem acaba de perder o trem, o ônibus ou o avião.

Porque para compreender o valor de 1 segundo, pergunte a quem acaba de escapar de um acidente.

Porque para compreender o valor de 1 milésimo de segundo, pergunte a quem ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos.

Valorize cada momento que você tem! Lembre-se, o tempo não espera por ninguém.

O ontem é história.

O amanhã é um mistério.

O hoje é uma dádiva.

Aproveite cada segundo!

outubro 5, 2006 Posted by | Texto | Deixe um comentário